
A gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, 50 anos, foi presa em Salvador, em 21 de janeiro, por injúria racial após chamar uma comerciante negra de “lixo” e cuspir nela. Quando chegou à delegacia, ela ainda exigiu ser atendida por um delegado de “pele branca”.
No dia 23 de janeiro, ela passou por audiência de custódia e foi solta com uma “pena” extremamente branda: foi apenas proibida de frequentar a Praça das Artes, no Centro Histórico da cidade, onde o episódio aconteceu, por um período de 12 meses.
Durante a audiência, a defesa da mulher pediu o relaxamento da prisão, alegando ausência de materialidade da injúria racial e falta de demonstração de flagrância, segundo informações do G1.
Além da proibição de frequentar o centro histórico, outras “providências substitutivas da prisão” foram impostas:
– comparecimento a todos os atos do processo, desde que intimada, devendo manter seu endereço atualizado nos autos do processo;
– comparecimento bimestral em Juízo, por um ano, a partir desta sexta-feira, para informar e justificar suas atividades;
– proibição de se ausentar da Comarca de Porto Alegre, por período superior a 10 dias, sem autorização judicial;
– proibição de manter contato com a vítima e as testemunhas.
Quando cometeu as ofensas racistas, Gisele Spencer estava há sete dias em Salvador. Tirou fotos com um grupo de baianas e com integrantes do grupo Filhos de Gandhi, além de ir a um show do Timbalada.
