
Quase 70 anos depois de ter sido condenado e executado injustamente, o jovem negro Tommy Lee Walker foi oficialmente declarado inocente pelas autoridades do condado de Dallas, no Texas.
Quando recebeu a sentença de morte, em 1953, o norte-americano tinha 19 anos. O processo foi marcado por racismo, confissões arrancadas sob coerção e graves irregularidades judiciais.
Tommy Lee Walker foi executado na cadeira elétrica em maio de 1956 pelo estupro e assassinato de Venice Parker, de 31 anos.
Na época do julgamento, os promotores alegaram que Walker atacou Parker, uma balconista que voltava para casa, na noite de 30 de setembro de 1953. O assassinato de Parker ocorreu em um período de pânico e divisão racial na região de Dallas.
Walker foi submetido a táticas de interrogatório ameaçadoras e coercitivas por Will Fritz, um capitão da polícia de Dallas que havia sido membro da Ku Klux Klan. Walker mais tarde testemunhou que confessou o crime porque temia por sua vida.
Em seu julgamento, os advogados de Walker apresentaram 10 testemunhas que afirmaram que, no momento do assassinato, eles estavam com Walker e sua namorada quando ela deu à luz o filho do casal, Edward Lee Smith, em um hospital local, segundo o Innocence Project.
Walker foi condenado por um júri composto exclusivamente por pessoas brancas em 1954.
