Ao comentar sobre a diversidade da missão Artemis 2, que enviou astronautas à Lua, a apresentadora Marina Franceschini, da GloboNews, afirmou: “um homem, um negro e uma mulher”.
Na tentativa de discorrer sobre o “time diverso” da missão, ela reforçou o quão forte é a desumanização sistêmica do negro na sociedade.
Em sua obra Pele Negra, Máscaras Brancas (1952), Frantz Fanon denuncia que o racismo impede a pessoa negra de ser reconhecida plenamente como ser humano. Ele diz: “o negro não é um homem, é um homem negro”.
E podemos aprofundar ainda mais com uma reflexão trazida pela pesquisadora e escritora Carla Akotirene: “Eu não vi ‘racismo’, vi uma infeliz tentativa dela trazer uma fala sobre diversidade, estabelecendo os ‘outros’ como desiguais”.
O escritor e doutor em Ciências Sociais, Rodney William, faz um apontamento muito importante. “A frase reflete bem mais que a estrutura. Revela um interesse, um desejo (in)consciente de que que a estrutura se mantenha”.
