21 de julho de 2024

35 thoughts on “Será que você é transexual?

  1. Taí um assunto que me causa um certo desconforto. E eu digo desconforto porque admito que tenho um certo preconceito sim e não me sinto bem com ele, é bom ressaltar! Me esforço, mais ainda sinto esse procedimento como uma mutilação. Apesar de ser bissexual, sempre estive bem satisfeita com meu corpo e pra mim pensar em um procedimento para mudança de sexo me parece muito radical. Mais respeito e procuro entender, tento ler sobre, e essa entrevista é bem esclarecedora. O engraçado é q o episódio do traveco na balada já rolou comigo, a muitos anos atrás… hoje me parece meio idiota não ter ficado com ela. Interessante isso, estava assistindo uma série a um tempo atrás, Sense8, não se você já assistiu, tem uma trans na série, que é uma delícia, que namora uma mulher, eu assistindo pensei: “eu ia nessa mulher com força”… Cadê o preconceito?! Burrice não ter ficado com o traveco lá atrás…. rs

    1. A Jamie Clayton é realmente linda(linda não, uma delícia mesmo, como você disse haha), me surpreendeu o Keanus Reeves namorar com ela, ele encarou o preconceito de frente, virei fã dele, pois eu mesmo sendo Bi não teria esta coragem de assumir um relacionamento com uma trans. Não saberia lidar com o preconceito externo, mesmo afirmando que namoraria(sendo operada ou não).

      Isso me lembra uma pessoa que conheço, uma conhecida começou a namorar um rapaz, e este rapaz em outrora tinha namorado uma transex, pasme, a mãe da moça pediu pro cara fazer exame de HIV, só porque ele tinha namorado uma transgênero no passado.
      Se nós sofremos preconceito, os Trans são piores ainda, sofrem até mesmo de quem não deveria ter. Somos todos hipócritas no fim das contas.

    2. Dri, muito bacana o seu depoimento, e acho maravilhoso você procurar desconstruir seu preconceito. Vou tentar te ajudar: travecO é um termo ofensivo para pessoas trans, o certo é chamar trans mesmo, ou chamar da forma que a pessoa trans quiser. E travecO no masculino, quando se trata de mulher trans, também é errado e ofensivo, porque termina no masculino, e mulher trans tem que ser tratada no masculino, mas não é pra chamar de traveca, porque ainda sim é ofensivo, o certo é trans, como falei.
      bjus gata 😉

    3. Verdade, Dri. Só vamos percebendo que temos preconceito à medida que vamos conhecendo outras realidades. O mais importante é estarmos sempre abertos a tentar entender os sentimentos e desejos dos outros.

      Muita gente também não entende a bissexualidade. Alguns até acreditam que ela não existe, simplesmente por não a vivenciarem. É muito fácil julgar o outro quando não é você quem está passando pela situação. E, nós, da comunidade LGBT, também acabamos julgando os trans, quando deveríamos apoiá-los.

      E é verdade o que o Danny coloca. Infelizmente, o termo “traveco” é pejorativo. O melhor de tudo é você ter tido essa mudança de pensamento, Dri. Espero que logo esse assunto não lhe cause mais desconforto.

      Abraços e até mais!

      1. NUNCA mais uso essa expressão! JURO! Tá vendo como a gente se pega sendo preconceituosa, mesmo sem a intenção?! Eu não tenho nenhum problema em aprender, e aprendi mais uma lição com vocês Amanda e Danny.
        Henrique eu tenho certeza que o comportamento da mãe da sua amiga se repete constantemente, os trans (tá certinho agora Amanda e Danny…rs) sofrem muito mais preconceito que nós. Eu tenho a sensação que a sociedade não os enxergam com seriedade. Eu nunca trabalhei com nenhum trans. Com quantos você trabalhou?
        Eu já tinha lido sobre o namoro dela com o Keanus Reeves, achei super corajoso da parte dele também, e fiquei até com um pouquinho de inveja dele … Kkkk. Bjs!

  2. Uau, não sabia como funcionava tudo isso em relação aos transexuais. E confesso que já pensei e disse que eu não teria coragem de fazer tal cirurgia pra trocar de sexo, caso fosse transexual, mas aí foi o meu erro, eu não sou e não sei como é lidar com isso. E esse é o erro de muitos, julgar aquilo que não vive e que não é sua realidade. Eu me considerava mente aberta, mas depois que conheci o blog e vi experiências de outras pessoas, eu vi que ainda preciso trabalhar muito nesse meu conceito de mente aberta. Mas eu sempre serei a favor do amor e da felicidade. Uma vez estava em uma boate LGBT e vi uma mulher, que eu a consideraria a mais bonita daquela noite. Depois fiquei sabendo que era um transexual. E fiquei impressionada na hora. Eu ficaria com certeza com ela, rsrs Enfim, o processo de troca de sexo nos pareceu seguro através dessa entrevista, é bom pra muitos verem que é seguro, mas devem seguir as recomendações. O ruim que é demorado, muitos devem sofrer pela espera. Mas valerá a pena se você for feliz. Bjs

    1. Bom dia Nice

      Bem, o processo de redesignaççao sexual, que é essa cirurgia, nem todas as mulheres trans se interessam por ele, ou seja, grande parte das mulheres trans se sente muito bem resolvida com seus órgãos genitais e até usam eles no ato sexual. Muitas vezes as mulheres trans não fazem a cirurgia porque querem: fazem porque acreditam que a sociedade irá respeitá-las por não terem mais pênis, o que é um erro, porque muitas vezes mesmo após a cirurgia, a sociedade ainda marginaliza pessoas trans.

      Abraços meu bem

  3. Bem, não li o texto, mas já me considerei transgênero. A pessoa nem sequer precisa estar vestida de mulher pra ser trans, mesmo vestida de homem, a pessoa é trans, pois é uma questão interior, é o que você sente. As vezes a transição vem logo, depois de muito tempo, ou pouco. Como li num trecho, é um processo lento, sim, lento e delicado

      1. Então Amanda, hoje eu não me considero mais trans, mas passei um bom período me considerando. Acredito agora que apenas sou uma pessoa de mente aberta quanto a forma de me identificar, tipo, uso esmalte preto, lápis de olho, etc., em breve vou ter meu cabelo comprido e fazer as sobrancelhas. Existem muitas pessoas trans que estão numa situação semelhante a minha, são pessoas trans que vivem muito bem como homens, em todos os aspectos, mas no fundo no fundo tem aquela mulher interior que vez ou outra grita pra sair, e muitas vezes nem é mulher, mas outro gênero!

        1. Que ótima contribuição essa que você está dando, Danny. Por que você passou a não se considerar mais trans? Chegou a fazer consultas em algum psiquiatra ou aos poucos foi chegando a essa conclusão?

          O que queria entender é: como uma pessoa que tem o sonho de fazer uma cirurgia em algum momento identifica que isso não é necessário? Acredito que você estaria na taxa citada pelo psiquiatra da matéria, quando ele diz que 15% a 20% das pessoas percebem que não são realmente trans.

          1. Eu passei a não me considerar porque realmente não sofro por não querer usar coisas que a sociedade designa como feminino, com a maquiagem, e não sinto disforia, que é uma espécie de depressão causada pela frustração da pessoa em não ser trans. É bem complicado isso.
            Cheguei a me consultar mas, PASMEM nas sessões eu DAVA AULA pros psicólogos porque eles não sabem NADA de transgeneridade, e isso é de se odiar! Profissionais despreparadíssimos com relação a isso! Muitas vezes a pessoa trans, ou procura saber disso sozinha, ou procura outras pessoas na mesma condição dela pra ter apoio!
            Eu só fui chegando depois de ter pesquisado muito, ter entrado em grupos de pessoas trans no face, blogs, sites, etc.
            Existem umas pessoas trans que orientam perfeitamente bem, e recomendo-as: Letícia Lanz (essa mulher é de alto nível intelectual, e muitas das minhas angústias cessaram com ela!), Mayra Viamonte e Travesti Reflexiva, mas tem muito mais por aí!
            Acho que a pessoa identifica que não é necessário quando ela olha pra dentro de si e sente que realmente não odeia seu órgão genital, além do mais, nem toda trans é passiva, portanto, muitas gostam de penetrar, seja em mulheres, seja em homens. Também tem a ver com o fato de ela sentir que muitas vezes quem diz que ela tem que tirar é a sociedade hipócrita, e a trans sente que em vez de querer tirar porque quer, quer tirar por pressão, indução, etc.
            No meu caso, realmente, pode ser. De repente eu possa estar dizendo isso agora porque me sinto muito bem como homem, mas quem sabe amanhã, né?

          2. Muito interessante, Danny. É realmente um assunto complexo. Pelo que entendi, quem é trans, tem realmente certeza de que quer “outro corpo” e tem realmente uma “vivência transexual”, como citou o psicanalista. Li um poucos dos textos da Letícia Lanz e gostei também da visão dela, de pregar a ausência de rótulos e não ficar refém da hierarquia de gêneros.

            Mas fiquei curiosa. Por que você acha que muitos psicanalistas e psicólogos estão despreparados para entender os trans?

          3. Eu não sei, acho que aqui no Brasil ainda tem uma leva grande de psicólogos conservadores, não sei, não tenho como responder

  4. Ola, so passei pra dizer o qto este blog é ótimo (mesmo pra homens 100% homossexuais como eu) e pra dizer que não tenho preconceito algum contra os e as transgeneros.

  5. Bem,

    Procuro sempre me policiar com relação a preconceito. Todos somos suscetíveis de ter preconceitos, mas desde pequena achava isso errado e sempre me policiei, sempre procurei fazer uma reflexão. Bem, tive uma aula hoje aqui. Mas lembro das conversas que eu tinha com uma psicóloga casada com um tio meu e que trabalhava com transtornos de identidade. Eu ficava admirada com o fato de que em muitos casos existe sofrimento pela oposição entre corpo x cérebro (identidade sexual). Me compadeço disso, assim como me compadeço das nossas angústias tão bem expostas aqui neste blog. Então a pessoa já vivencia um processo sofrido e ainda tem que lidar com preconceito? Acho isso lamentável.

    As pessoas deveriam se preocupar menos com o corpo, e mais com a personalidade. Porque é isso de fato o que importa. E seja trans, seja bi, seja homo, seja hetero, nenhum de nós deveria se sujeitar às pressões da sociedade, não? Sei que é difícil, tremendamente difícil, mas não deveria ser assim? Muitos de nós, e eu me incluo, sofremos por não podermos vivenciar de maneira plena nossa sexualidade face aos limites que as convenções e pressões sociais imprimem em nossas cabeças. Se eu sofro, porque eu devo incutir sofrimento ao outro? Preferiria que ninguém sofresse. Preferiria que todos fossemos livres. Se minha visão é romântica…que seja. Sou fiel à ela. De toda a comunidade LGBT me parece que o mais discriminado é o trans, e pela própria comunidade! Isso me incomoda.

    Dannypool, muito interessante, muito bacana, o que vc escreveu. Eu não conhecia da missa a metade. Para mim trouxe luz para um assunto tão pouco falado. E mais uma vez um viva à Amanda, por ter a iniciativa de tocar no assunto.

    Espero não ter falado besteira, pessoal.

    E é isso. Diversidade. Aprendendo com ela. Um mundo de iguais é um mundo muito chato, muito monótono.

    Beijos a todos.

    1. Bom dia Nanda, você só disse verdades

      Quando eu tava nos meus delírios transgressores, meu maior medo era sofrer discriminação fora de casa. Reservei minha maquiagem pras nights, porque não sinto vontade de usar no dia a dia.
      Se eu usasse durante o dia a dia, mesmo não sendo trans, ainda sim eu sofreria discriminação, porque a norma do mundo é a cisnorma (norma cis é a de que homens devem ter pênis e mulheres devem ter vagina), eu estaria quebrando ela, porque pros transfóbicos, só mulher pode usar maquiagem.
      Se eu que sou homem, posso sofrer, imagine pra uma mulher trans ou homem trans

  6. Olá amig@s!!!

    Nossa Amanda, cada dia eu me apaixono mais por esse blog! Muito importante esse texto sobre transexuais, não só por mostrar a diversidade de questões apresentadas e debatidas pelo blog, mas também pelo fato de muitas dessas questões terem ligações umas com as outras. Por isso, várias outras perguntas são construídas e as trocas de ideias vão ficando cada vez mais e mais enriquecidas.
    Uma dúvida, que acredito não ser só minha, e tem bastante a ver com pessoas que se identificam com a bissexualidade: Quem já se relacionou ou sente muita vontade em relacionar-se com uma transexual bem feminina e não operada (como eu) e quer muito ser passivo a maior parte do tempo, durante a transa (como eu também), mesmo assim pode ainda ser considerado bissexual?
    Gostaria não só da opinião da Amanda, mas também do DannyPool e d@s demais amig@s!

    Abraços a tod@s!!!

    1. Oi Eduardo, boa tarde

      Então, a bissexualidade se caracteriza pela atração física e/ou sexual por ambos os gêneros, ou seja, se você se relaciona com uma mulher trans não operada, e quer muito ser passivo a maior parte do tempo, e ainda sim sente atração pelo gênero masculino, você ainda é bissexual.
      Lembre-se, uma mulher trans é do gênero feminino, é uma mulher. Se você tivesse relações com um homem cis (com pênis) e uma mulher trans (não operada), você ainda sim seria bi, justamente porque uma mulher trans é uma mulher.
      Uma mulher trans não é um homem, mulher trans é mulher mesmo. Seu gênero é feminino, não é a toa que ela se chama trans, pois transgrediu a norma do gênero. Seu corpo transgrediu a cisnorma, pois ela é e sempre se identificou como mulher, sempre.
      Saiba que somos chamados de homens e de mulheres por uma imposição jurídica no dia do nosso nascimento, e pela sociedade que gosta de ditar regras, sendo que se você refletir, isso não existe.
      Podemos ser o que quisermos ser!
      O fato de ela te penetrar, não importa! Hoje as mulheres cis podem comprar um strap on e penetrar ficantes, namorados, maridos, etc., Na hora do sexo não tem dessa de homem mulher, é só sexo e pronto.
      Ou seja, se você fosse gay, mesmo ficando com um homem trans não operado (com vagina), você ainda seria gay, porque se trata de um homem trans, um cara que gosta de ser chamado de cara, Ele, Homem, Masculino.
      Eu me considero hétero porque me atraio por mulheres cis e trans, ou seja, não importa se a mulher tem pênis ou vagina, eu gosto de mulher! O que define a heterossexualidade é a atração pelo gênero feminino.
      Mesmo se você ficasse com um homem trans e com uma mulher trans, você ainda seria bissexual, porque mesmo o homem trans tendo vagina (ou ter nascido designado mulher) e mesmo a mulher trans tendo pênis (ou ter nascido designada homem), esses são seus gêneros, sacou?
      E mais, mesmo se for um homem trans operado (não sei como eles conseguem o pênis) e se for uma mulher trans operada (com vagina), você ainda sim seria bi.
      Conclusão: se você algum dia vir a namorar uma mulher trans não operada e ser mais passivo com ela, você ainda será bi, porque se atrai por homens também! 😉

      Blz? Abraços

  7. Eu já fiquei com um cara que se montava ele não era bem resolvido com essa questão de ser trâns ou não (no dia a dia ele usava um visual andrógino) mas eu sempre tentei ser compreensivo, pessoas trans sofrem muito e geralmente têm muitos conflitos internos, eu não tenho preconceito fico numa boa com mulheres trans, já me passou pela cabeça se eu não seria trans apesar de eu não gostar de certas características do meu corpo é suportável então vou levando a vida, se amanhã eu quiser me tornar uma linda mulher bom só tempo dirá.

  8. Amanda se vc esta procurando saber mais sobre pessoas transexuais
    sugiro que fale com a ativista Daniela de Andrade
    ela é uma militante sobre os direitos trans e conhece muito sobre o assunto além de estar a par das ultimas pesquisas sobre a transexualidade

  9. Antes de mais nada devo esclarecer algumas coisas.
    Há 2 (dois) tipos de transexualismo, ambos inscritos no CID 10 (décima edição). CID é o Código Internacional de Doenças.
    Existe o Transexualismo Primário, CID 10 (10ª Edição) F 64.2 e o Secundário (CID 10 F 64.0).
    O Primário é praticamente desconhecido.
    Não há estudos nem pesquisas a respeito dele.
    O Primário era conhecido com o Transexualismo Verdadeiro, mas ele sumiu dos registros e dos livros porque 99% dos casos e das pessoas transexuais é Secundária e ficavam muito aborrecidas em ter uma criatura sendo declarada a Verdadeira.
    O que distingue a Primária da Secundária são 3 características que a Secundária não possui:
    a) assexualidade (se deve ao fato das pessoas verem aquela pessoa como sendo de um gênero que não é o dela, que não é o gênero que está em sua mente);
    b) automutilação (mutila o pênis ou a vagina e faz algumas coisas com os seios – porque queria tê-los e não os consegue ou queria se livrar deles… -, bem como no corpo com facas e outros objetos; ou seja, não liga para o corpo que não tem a ver com o corpo que deveria ter e não tem);
    c) suicídio. Ao não conseguir se “livrar” do pênis ou da vagina, pode mutilá-lo(a), gangrená-lo(a) e morrer; ao não conseguir ser do gênero correto e o desespero atingir níveis insuportáveis; não aguenta mais as Depressões e se mata; não consegue ser nem homem nem mulher e ao ficar no LIMBO se mata.
    A pessoa transexual secundária não tem os problemas acima, somente as Depressões, pois teve relações anteriores com homens ou mulheres e poderá voltar a tê-las quando quiser. Tem companhia, tem vida social (sai à noite, pelo menos) e pode ou não fazer a Cirurgia de Mudança de Sexo (não é uma obrigatoriedade imposta, como no caso da Primária).
    A primária já nutria um ódio imenso em ter pênis ou ter vagina, e algo tem de ser feito e depressa…
    Enfim, a diferença é muito grande entre a Transexualidade Primária (são pessoas virgens até fazerem a Cirurgia de correção necessária, mas podem continuar a ser virgens após a Cirurgia) e a Transexualidade Secundária.
    O Transexualismo Secundário é o CID 10, F 64.0.
    Há pessoas que querem tirar o Transexualismo (como ocorreu com o homossexualismo) do CID, por não se tratar de doença alguma, segundo os apoiadores dessa ideia.
    Não sei se é doença, mas os sintomas apresentados pela pessoa transexual primária são muitíssimo parecidos com os problemas de Bipolaridade (com Laudo Psiquiátrico sério) e de Borderline (uma pessoa suicida, limítrofe…). Também pode haver confusão com o CID F 20 (esquizofrenia).
    Só escrevi as coisas acima para evitar que as pessoas se confundam, pois estudei muitíssimo Psicologia, Antropologia e Sociologia (a vida toda, aliás) e tive durante anos consultas com uma professora de medicina com mestrado em Sexualidade e com uma Ph.D. em sexologia.

  10. Eu, na infância, por alguns momentos, quando estava sozinho em casa, me vestia com roupas da minha mãe, passava batom e ficava me olhando no espelho. Tinha sete, oito anos. Isso acontecia no início dos anos 80. Não sei porque buscava essa expressividade. Hoje, se eu me vestir de mulher e for transar com um cara, eu sinto mais prazer do que quando estou normal, de homem. Saliento que só me travesti uma vez. Será que sou trans? Tenho 42 anos. Ainda da tempo? rsrsr

  11. Fran, eu aconselho que veja em sua cidade (espero que seja São Paulo ou Rio de Janeiro) uma médica com especialidade em Sexologia. Jamais procure um psicólogo, mas, sim, uma psiquiatra (sim, mulher médica psiquiatra, mas Sexóloga). Somente para ter alguma noção e saber mais a respeito de sua sexualidade e de você mesmo. Para dirimir suas próprias dúvidas e acrescentar mais conhecimentos a você mesmo. Uma médica Sexóloga irá ter uma noção mais direta do que você seja, realmente, em pouquíssimo tempo, sem embromação, enrolação, sem perda de tempo e de seu dinheiro. Garanto que se você for bem sincero com ela bastará 5 ou 6 sessões para que tenha uma direção, uma orientação melhor para seus sentimentos. Então, se pagá-la uma vez ao mês, em 6 meses poderá ter uma diretriz. O problema com psicólogos (e sou psicóloga) é que eles enrolam e só irão falar algo em alguns anos (não clinico, pois sou economista, também). Já as médicas são mais objetivas (mas jamais faça psicanálise com psiquiatras, também). Acho importantíssimo que alguém com Mestrado em Sexologia possa definir (não é rotular) melhor seu modus vivendi. Quanto a você ser transexual, realmente não sei, pois muitas pessoas achavam que fossem, fizeram as cirurgias e depois de alguns anos acabaram se arrependendo. Ser transexual é uma faca de dois gumes. Você está com 42 anos. Isso pesa um pouco em termos de conseguir um corpo feminino caso possa ser transexual. Tenho minhas dúvidas. Eu, por exemplo, usava calcinhas aos 6 anos, mas achava que quanto mais usasse meu pênis iria sumir e eu iria ficar com a frente lisa… Comecei a usar sutiã aos 11 anos achando que eles iriam me dar seios. Enfim, eu achava (tudo errado, claro) que tivesse um corpo feminino e só me faltavam as duas coisas acima (frente lisa e seios). E não é bem assim. Aliás, nada é tão simples. Peço, por favor, que localize uma Médica com Mestrado em Sexologia e tenha uma consulta ao mês e que se exponha ao máximo com ela. Será de grande valia cultural para você. Pode ser que não seja trans, talvez tenha “alguma mania” (fetiche, crossdresser, fantasia…). Temos nossas fantasias e manias. Eu achava que fosse menina até meus 6 anos de idade… Há um probleminha aqui: os homens tem próstata e algumas mulheres até brincam com os homens fazendo uma coisa chamada de “fio-terra” (dedos dela em seu ânus contatando sua próstata), e que dá um certo prazer. Aí o homem pode achar que seja gay ou sei lá o quê. Não é bem assim, porque a “culpada” foi a próstata. Mas não há problema em relação a isso. É normal. Uma coisa é gostar realmente de homem ou de mulher. O sexo é outra coisa. Às vezes as duas coisas se unem, se fundem. Mas gostar, admirar são também coisas diferentes e às vezes a mesma coisa. É difícil esclarecer as coisas. Tudo é muitíssimo complicado. Tão complexo que os médicos e médicas, que estudam sexologia, costumam chamar de Transtorno de Gênero a pessoa com problemas transexuais, travestismo, crossdresser… Mas aí há um problema mais persistente: ora, o gênero é imutável. Não se muda o cromossomo Y do homem. Então, a pessoa pode ser trans. a vontade, pode fazer a cirurgia e ter sexo feminino… mas será sempre do gênero masculino. Então o Transtorno de Gênero não existe. Não existe porque os Cromossomos são imutáveis. O sexo seria feminino, mas o gênero seria e é masculino. A coisa é bem feia, não é? Conheça melhor seu corpo e seu sexo (físico e mental). É melhor conhecer-se em 6 meses do que passar 6 anos sem se conhecer, sem se descobrir. A vida que levamos é curta, e em um piscar de olhos já estamos com 50, 60 anos e nada de ter aproveitado melhor os momentos, a vida. Temos de encontrar nossa Felicidade. Ser Feliz é muito mais difícil do que se imagina. Como dizia o escritor Mário Quintana: “A Felicidade é um sentimento simples: você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade”. Pois é, é tão simples que posso adiantar aqui que já fui Feliz 2 (duas) vezes em minha vida e não soube, não sabia. E, claro, deixei escapar. De tão simples, de tão sutil é a Felicidade que você não a percebe. Só a nota, só a percebe, quando ela já foi embora. E aí já é tarde demais. E quando ela voltar, você dificilmente a perceberá de novo… É horrível, não é? Mas é assim que é a vida (c’est la vie). Que sejam Felizes.

  12. Bom vou resumir,gosto de meninas,mais na verdade eu queria ser menino de verdade. Eu não quero me vestir de menino,cortar o cabelo e viver assim.Infelizmente isso não vai me fazer um menino.Além dos meus pais não me aceitarem,eu teria vergonha de me vestir assim,sendo que sou menina.E na rua as pessoas iam se perguntar: Será que é menina ou menino? confesso que iria me encomodar as pessoas me olhando,tentando descobrir o que sou.
    Fora as piadinhas que iriam me falar: Hoje eu acordei que  nem você…sem saco nenhum! eu não souberia lhe dar com as piadinhas.
    Por isso eu queria ser um homem de verdade com pênis e tudo que homem tem.
    Como eu disse,se eu cortar meu cabelo curto,me vestir masculinizada ,porém com um orgão feminino não iria me fazer um homem de verdade. Mais eu tbm não quero mudar o que Deus me fez,seria a mesma coisa que se eu estivesse contra ele.E um dia eu iria pagar por isso.Então eu resolvi me aceitar desse jeito menina mesmo,não sou muito vaidosa,mais a feminilidade continua.E hoje em dia até pra namorar uma garota eu prefiro que ela tbm seja feminina.Essa é minha história.tchau

    1. Ai, meu Deus.

      Mariana,

      Deus não castiga mudança de sexo nem se houvesse mudança genética.
      Deus não escreveu isso em lugar algum, nem nos 118, 120, talvez mais Mandamentos (não são somente 10).
      Os 10 Mandamentos são somente os mais importantes a ser seguidos pelos seres humanos naquela época: há 4.500 anos, mais ou menos.
      Já li tudo o que existe e não há nada; ainda mais porque Deus mandou que alguém escrevesse os Mandamentos – não foi Ele quem escreveu coisa alguma.
      Jamais acredite em pessoas que subvertem as Leis Básicas (os Mandamentos).
      Os Mandamentos serviram para que Existisse uma Sociedade, naqueles tempos.
      Os Mandamentos existem para que as pessoas tivessem e até tenham discernimento entre o certo e o errado.
      O ser humano vem até este Mundo sem saber o que é certo e o que é errado.
      Além do que trocar de sexo não tem nada a ver com coisa alguma, pois a Personalidade e o Caráter da pessoa permanecem os mesmos, como era antes.
      Não se muda a Personalidade nem o Caráter da pessoa ao se trocar de sexo.
      Só as roupas são mudadas, e no máximo o modo de se expressar (a fala e algumas maneiras de ser).
      Usar ou não maiô, usar ou não biquini (não uso acento agudo no segundo i porque não há llógica), usar ou não maquiagem, brincos femininos ou não…
      O Caráter e a personalidade não mudam.
      Se a única coisa que Deus tem a ver com o ser humano for a genética, então está tudo bem porque a genética continuará exatamente a mesma.
      A mulher é XX e o homem é XY.
      E isso continuará.
      É totalmente impossível mudar a genética das pessoas.
      Então não há ofensa alguma em relação a Deus nem a Jesus.
      E como já havia dito antes, não há nada de errado beijar ou ter sexo entre pessoas do mesmo sexo.
      (já falei muitíssimo a respeito disto acima em outros Assuntos deste blog – basta que entre em alguns assuntos e verá o que já escrevi, por favor).
      Trocar de roupas, pelo menos, alivia um pouco a mente da pessoa oprimida em um corpo que não deveria ser seu.
      Fazer certas coisas que só a pessoa da genética oposta faz é também legal para aliviar a mente (mente oprimida, limítrofe).
      Trocar de sexo para as meninas é bem mais difícil do que para os homens.
      Explicação:
      Como 90% do caso de transexualismo afeta mais o menino do que a menina, os cirurgiões se especializaram em fazer a cirurgia de menino para menina. Unicamente por causa do dinheiro. A procura por cirurgia dos meninos é muito maior do que para as meninas.
      Só há 2 ou 3 médicos em todo o Mundo que fazem a cirurgia para a menina ter pênis.
      E não são cirurgias que consigam fazer um pênis exato ou muito parecido com o dos meninos.
      Já o inverso (de menino para menina) há 3 cirurgiões que conseguem fazer algo muito bom, uma vagina muito boa.
      Mas há somente 1 (um), o Dr. Suporn, da Tailândia, que consegue fazer uma vagina idêntica, 100% idêntica, e funcional 100% e ainda ele (o médico) dá Garantia para o Resto da Vida (lifetime warranty). É o único do Mundo que dá essa garantia, não precisando voltar nunca mais à Clínica Dr. Suporn para fazer reparação alguma na vagina.
      Se eu fosse menina, ficaria frustrada em não poder ter um pênis, mas o sexo com uma menina não precisa se basear em pênis, mas em carinhos, conforto, e outros tipos de sexo.
      Ora, não há a necessidade em haver penetração através do pênis.
      Nunca houve.
      Não precisa, a não ser que queira um homem achando que ele irá protegê-la, sei lá.
      O que vejo em meu prédio, com 72 moradores, é que são as meninas que comparecem às Reuniões do Prédio e são elas que decidem tudo de tudo (até na casa deles).
      Enfim, as meninas do meu prédio até dizem que seus maridos são um horror na hora de tomar providências.
      São um bando de “bundões” em todos os aspectos de tomar atitude ou providências.
      E não vá me dizer que os eunucos não podem entrar no Reino de Deus.
      Ora, ter ou não ter pênis não tem nada a ver com coisa alguma.
      Ter ou não sexo, também.
      Deus sempre quis ver em nós Humildade, Sermos Honestas, Sermos Pessoas Boas.
      (não roubar, não praticar incesto – unicamente para não acabar com a genética familiar e social – não…)
      Não acredite em pessoas que não leram 8 mil livros, sendo 30 deles a respeito da profundidade da Bíblia e mais 15 a respeito de Jesus e o Novo Testamento, afora os Manuscritos do Mar Morto (10 livros que li em inglês).
      E para se ler a Bíblia, o Velho e o Novo Testamento, precisaríamos saber muitíssimo o hebraico, aramaico, grego, latim…
      Os Evangelhos (eu + eugelho = boas notícias, boas novas) foram escritos em aramaico e grego, por exemplo.
      E não existem mais os originais há mais de 1.600 anos.
      De lá para cá foram feitas cópias e das cópias outras cópias e mais outras cópias e quem copiou foram 500 escribas…
      Enfim, esqueça essa coisa de que o padre disse, o pastor disse, Jesus disse (ele disse e também não disse o que você lê ou outras pessoas leem), Deus disse.
      Ninguém disse nada que não fosse ser uma PESSOA BOA, HONESTA.

  13. Então… Eu nasci mulher, sempre fui bi, mas a verdade é que nunca me senti bem no meu corpo, o pior é que resolvi me casar, meu marido é mente fechada, nem homossexualidade aceita direito… Eu amo ele, mas de verdade, se eu tivesse a chance de poder fazer a transição para homem eu faria, eu tenho certeza absoluta que eu seria muito mais feliz com meu corpo… É claro que existem coisas que eu sentiria falta, unha comprida por exemplo rs.. É uma pena que o mundo de hoje é tão preto e branco, ou você é homem, ou você é mulher, ou você é homossexual ou você é hetero, até pra quem é bi o povo taxa rótulo de “indeciso”, não é indecisão, é apenas uma parte do espectro. Mas bem, voltando ao assunto, eu acho que talvez eu nunca consiga mudar, e apesar da vida ser mais “fácil”, o fato de eu nunca poder ser quem eu realmente sou vai ser um peso pro resto da minha vida, eu nunca, nunca vou conseguir ser completamente feliz.

    1. Oi, Isabel.

      Por favor, leia o que escrevi acima, em resposta à Mariana.
      Sim, é triste para mim, para você e para centenas de milhares de pessoas.
      Infelizmente, temos de viver com o que temos.
      Estou dando um tempo para ver o que farei, ainda.
      Como a genética é imutável, talvez tenha de viver sempre no Limbo, pois realmente a vida é em preto e branco; ou seja, binária.
      Ou é ou não é.
      Ser algo intermediário parece ser proibido ou indesejável para a Sociedade ou mesmo para nós.
      Desejo-te sorte, menina.
      A genética limita a vida.
      Mas há algo que podemos fazer para extravasar um pouco, diminuir um pouco nossa tensão, nossa tristeza.
      (escrevi isto no texto-resposta que dei para a Mariana, logo acima).
      Espero ter ajudado um pouco.

  14. Já fui feliz.
    Era feliz quando não sabia a respeito do que os adultos fazem ou faziam: mentiam, enganavam, faziam sexo – e que sexo era importante.
    Era feliz ao assistir ao DVD “Terra de Gigantes”. Inocência, ajudar o próximo, ser uma pessoa honesta; onde não havia, por parte dos atores da nave perdida, falta de compromisso em ajudar quem quer que fosse e ser íntegros.
    Era feliz por achar que um dia iria conseguir ser alguém.
    “Morimbundo homem devasso,
    Cujo único objetivo era ser alguém
    Em um mundo de ninguém.” (1979)
    Era feliz ao achar que poderia conseguir me matar.
    Hoje, infeliz sou porque não consigo me matar.
    Já pensei em planos A, B, C, D e até E.
    Nada dá certo no final.
    Então, gostaria de viver com a cabeça em outro lugar, drogada, totalmente drogada, se possível?
    Torcer para uma bala perdida me acertar convenientemente.
    Já planejei meu próprio assassinato várias vezes, mas há o fator ser-humano; será que o assassino honrará o acordo?
    Cansei de ver os dias passando tão lentamente e eu nada conseguir.
    Nada, nada, apenas dias muito claros, sem nuvens, muita claridade, muita radiação solar, muito calor e eu nada.
    Eu nada agüentando tudo isto acima.
    Estou em desespero e irei tomar alguma atitude extrema já, já.
    Me cortar, cortar as orelhas?
    Sei lá, mas algo eu terei de fazer.
    Não gosto de viver o que vivo.
    Não tenho ninguém além de Deus.
    E peço que Ele me acolha, me leve embora daqui faz 7 anos.
    Por que Ele não me leva embora?
    O que fiz de errado, então?
    Choro, sim, choro muito.
    Jamais serei coisa alguma enquanto permanecer aqui na Terra.
    E odeio o que os seres-humanos fazem uns aos outros.
    O egoísmo do ser-humano, a avareza, o repúdio ao princípio da igualdade, da fraternidade, do humano.
    Se ser humano é ser egoísta, avarento, esperar algo que é obrigação de todas nós; então, não sou ser-humano.
    Sim, me odeio e jamais irei gostar de mim mesma enquanto for ser-humana.
    Meu lugar não é aqui, e jamais foi.
    Venho de um Mundo diferente e já o sabia desde que nasci.
    Lá era diferente e havia esperança.
    Aqui não há esperança, pelo menos para mim.
    Quanto mais cedo partir, melhor será para mim.
    Cansei de explicar através da Religião o problema de algumas pessoas aqui.
    Hoje, estou voltada ao meu desejo de aniquilação.
    Estou cansada e conheço a vida após a morte.
    Prefiro voltar.
    DESEJO A TODOS VOCÊS BOA SORTE.
    Me calo FOREVER.
    Agora sou eu e DEUS.
    Alguém precisa retroceder e me deixar em PAZ.
    Espero que seja ELE.
    Adios.
    Agradeço à Amanda C. por tudo.
    Já joguei o Xadrez das opções A, B, C e até D.
    No way.
    I’ll never be happy whatever happens here in our Earth.
    Never more.
    People never listen or read what I’m writing.
    So, I’m sorry.
    It’s time to go on.
    Bye.

    1. Oi, Gabriela, tudo bem? Calma, minha querida. Tudo vai dar certo. Todos nos sentimos assim em algum momento da vida. O importante é procurar pessoas para conversar sobre o assunto. É buscar coisas que possam te trazer momentos de felicidade. Fique à vontade para me escrever quando quiser, tá bom? E muita força! Confia.

      1. Vou resumir:

        Para quem acha sua vida difícil, para quem acha que tudo está dando errado, para quem julga (cabe só a Deus julgar, mas vá lá) que não há alternativas…
        Vivi uma vida dupla, tripla, quádrupla durante 45 anos.
        Sempre separei minha vida de menina da do menino que todos me viam ser.
        Já via OVNI’s desde meus 6 anos de idade mas jamais falei a ninguém até 2007 – até desenhei os formatos todos e jamais tive medo deles.
        Mantinha minha vida pessoal totalmente afastada da dos amigos e a profissional totalmente afastada de tudo.
        Era para eu ter morrido pelo menos 5 vezes, mas algo não deu certo.
        A vida tem um segredinho:
        É a companhia, é ter alguém para compartilhá-la no dia-a-dia (prefiro usar os hífens que já saíram no Novo Acordo Ortográfico; significando: no cotidiano).
        Sim, a vida é a 2 (dois) ou a 2 (duas).
        A vida é compartilhar desventuras, amarguras, felicidades, infelicidades.
        A vida é ter alguém para conversar, compartilhar afetos, fazer carinhos, receber carinhos, falar com essa pessoa…
        E, principalmente, ter a pessoa certa para os piores momentos que você tiver ou estiver atravessando.
        Para o pior e para o melhor, principalmente para o pior.
        Tudo bem, me dou bem comigo mesma durante alguns dias de completa solidão desde criança…
        Mas, ficar sozinha, sem ninguém para conversar, nem ligar (uso do telefone) por até 5 (cinco) MESES é dose.
        No meu caso é até compreensível:
        As mulheres não querem nada comigo porque não tenho pênis.
        As mulheres não gostam de mim porque não tenho corpo feminino.
        Os homens não gostam de mim porque não tenho pênis.
        Os homens não gostam de mim porque não tenho corpo feminino.
        Então, é simples assim: ninguém gosta de mim.
        Nem eu. Hahaha.
        Após 56 anos, me sinto como se tivesse vivido mais de 200 anos.
        Li mais de 8.200 livros, ouvi mais de 5 mil CD’s, aprendi a dirigir há 45 anos, datilografia quando tinha 9 anos, tênis com 6 anos, natação aos 3 anos e meio, judô com 4 anos…
        Já vivi muito e hoje não tenho mais nada a fazer.
        Já viajei tanto que já perdi a conta de tudo o que vi e fiz.
        Não tenho mais interesse em nada mais.
        Cheguei à exaustão.
        Fiz softwares, chefiei 350 pessoas, assinava por 5 setores (às vezes 6 setores).
        Nada mais me dá curiosidade ou prazer.
        Cheguei ao limiar de tudo o que poderia fazer.
        Só não experimentei jiló, cocaína e maconha (mas como sempre fui tida como uma pessoa meio doida, não precisava de nada disso acima, nem do jiló). Hahaha.
        Esta é a última vez que escrevo aqui no Blogsoubi, pois eu poderia ser bi se não fosse não ter nada de interessante no meu corpo, somente na mente.
        A mente não serve para nada, apenas para encontrar Deus.
        E Ele já me ajudou 2 (duas) vezes, mesmo eu não sendo batizada.
        Sim, não é necessário ser batizada nem acreditar em religiões para pedir algo a Ele e Ele conceder.
        Meu último pedido a Ele não será para mim, mas para alguém que precise. Eu não preciso.
        Acredito nos 3 desejos e já usei 2.
        Já abandonei o Facebook por estar muito politizado pelo Marxismo Cultural.
        Ah se as pessoas tivessem lido Max Weber, pelo menos. Ou Ludwig Wittgenstein. Ou algo mais brando, como Dostoiewski, que fez uma Leitura incrível em relação à Bíblia e os Evangelhos (mais de 400 páginas).
        Quem sabe se tivessem tempo de ler a Bíblia de Thomas Jefferson: ele recortou palavras, letras, frases da Bíblia e retirou tudo, menos o ser-humano Jesus de Nazaré.
        Enfim, a mente fica.
        Mente = Alma = Espírito.
        A mente não morre jamais, o corpo perece, apodrece.
        Mas o que interessa na vida que temos, em nossas vidas enquanto seres humanos, enquanto partícipes de uma sociedade é o CORPO.
        Até Ele reencarnou em Corpo.
        Então, é só o corpo que merece atenção.
        O resto é desprezível.
        Pensei em voltar a ter um corpo masculino, mas não iria me satisfazer em relação à mente.
        Para mim, é a Mente que tem Prioridade.
        O corpo sofre, sente dor, sente fome, sente desejos…
        Fico com a Mente.
        E continuarei a existir graças a ela; a Mente.
        Não, não é o Apocalipse Now, é o Agora, o somente, o só mente.
        Gostaria até de ajudar, como já ajudei algumas dezenas de pessoas no meu serviço, na rua, em doações (sempre o material, sempre ele), mas me sinto cansada.
        Cansada e frustrada, pois sempre haverá pessoas famintas aqui nesta existência: literalmente e figurativamente.
        Aprendi após anos de treinamento a não escrever usando palavras difíceis, para que pudesse alcançá-las com minhas ideias.
        Espero ter alcançado alguém ao me despedir deste site muito bem feito, muito bem aquinhoado e gerenciado pela Amanda.
        Agradeço toda a sua atenção, Amanda.
        Now, I’m at a loss for words to express all the things I feel… but let me try to say something very simple: thanks a lot to take part of this extraordinary experience to be one of you at this blog.
        Congratulations, Amanda.

    2. Oi Gabriela,ví que vc leu meu comentário…Bom como eu disse,eu ficaria com vergonha se eu me vestisse de homem,sendo que sou uma menina.Por isso,preferi ser quem eu sou mesma e optar por namorar ou ficar ” meninas femininas”.Tchau.

  15. Olá Pessoal,
    acabei de conhecer esse blog há poucos dias atrás, e tem sido revelador pra mim! Como todos aqui,eu tenho a minha história,mas o que eu quero dizer é sobre o quanto tenho percebido que o ser humano é muito mais complexo do que poderíamos imaginar, li com muita sede todas as historias apresentadas aqui, confesso que muitas informações deram um nó na minha cabeça , (sendo que a questão da sexualidade é talvez a mais intrigante). Antes da minha experiencia acontecer quando eu tinha 35 anos, (hoje tenho 49), a caminho de 50 na próxima semana, eu não tinha a menor ideia do que estava prestes a acontecer comigo. Sempre me relacionei com homens, me sinto bem ao lado deles, me sinto atraída por eles,mas também me sinto atraída por mulheres. Então eu sou Bi. Mas até eu conseguir dizer isso, levou alguns anos, eu não me permitia nem pensar sobre quem eu era, se vinha algo assim na mente, eu imediatamente interrompia o pensamento, eu não deixava aquilo seguir na minha mente, fiz isso por anos.. até que isso cansa e vc precisa enfrentar quem vc é! Hoje posso me aceitar com tranquilidade, ainda que não abertamente,talvez porque ainda não aconteceu de encontrar aquela pessoa que vai me fazer ser eu mesma. Tenho a minha fé, que por muitos anos foi um peso pra mim,hoje consigo lidar com a minha fé e quem eu sou! Mas, pra não ferir pessoas que eu amo,me mantenho em discrição! Está com a minha mente em paz nesse momento é muito mais importante pra mim do que enfrentar discussões e causar dor nos outros. Creio que por eu ter uma personalidade de muito bom humor e leveza, isso me ajuda muito nessas descobertas.Não suporto discussões que eu já sei o resultado, me cansa,me dá preguiça mesmo! Sou quem sou, e sei que Deus(olha a minha fé rss) me ama desse jeito. Acredito no amor entre seres humanos, entre pessoas que se respeitam e desejam viver sua historia! Aprendi que não devemos impor as nossas descobertas aos outros, eu levo isso para todos os assuntos. Nunca insisto em assuntos de cunho pessoal,cito: fé,politica,e amor! Se alguém deseja conversar a respeito pode entrar em contato, adoro aprender com pessoas que sabem dialogar,ouvir,respeitar ideias diferentes! Um beijo a todos aqui! meu email [email protected]

  16. Me considero desde criança uma mulher transsexual, mais acabei me casando e tendo dois filhos maravilhosos, e ainda hoje vivo um conflito muito grande e me parece , cada vez maior com o passar do tempo, me sinto e me vejo mulher , em tudo , porém hoje não tenho coragem de assumir definitivamente o que sou , vivo esse drama e me parece que viverei o resto da minha vida , mais continuarei a usar minhas calcinhas e etc…

  17. Olá queridos, tudo bem?
    Ótima matéria, mas poderia ter mais informações. Sou mulher trans (MtoF) mas ainda não fiz a transição. Certamente vivemos em um mundo onde sofremos um preconceito incalculável, de todos os setores da sociedade, e até mesmo da própria comunidade LGBT, o que é muito triste, pois é dessa comunidade que deveríamos ter o maior apoio. Só quem é trans o quanto sofremos, tanto internamente -aceitação, recalque, a adolescência, etc – como externamente – bullying, preconceito, sociedade, família, amigos, parentes, emprego, etc.

    Para muitas meninas trans como eu, a única opção é fugir de casa para a prostituição, abandonar tudo, família, estudos, e bancar a transição a qualquer custo. Pois na grande maioria dos casos não recebemos apoio nem da família e nem da sociedade, e a vida marginal é a única que nos resta. Nenhuma trans quer ser prostituta, mas acaba sendo a única forma de viver que nos resta.

    Eu sofri muito, com uma educação repressora, uma família extremamente conservadora, em uma sociedade transfóbica. Vivi uma infância em isolamento, sem amigos, com cobranças e expectativas gigantescas – tinha que ser o menino ideal – com surras e humilhações constantes para ser obrigada a me encaixar em um papel que eu nunca quis e que nunca me pareceu natural. Já tentei suicídio e por sorte não consegui, mas sei de muitas que fizeram por puro desespero, o mesmo desespero que eu tinha. As famílias e as escolas ainda são muito despreparadas para lidar com a questão do transsexualismo, e a informação, a criação de grupos de apoio para as trans e suas famílias, o debate, a troca de experiências, e a inclusão das trans no mercado de trabalho, são essenciais para ajudar a todos em cada etapa do processo, com ou sem transição. É tudo muito, mas muito difícil e doloroso. Pois, no meu caso, apesar dos abusos que sofri, tanto por parte dos pais e da família, como por colegas, sempre busquei a aprovação e o amor deles, que é o normal de qualquer criança ou adolescente. Só que eu não podia ser eu mesma, tive que inventar um personagem para tentar viver e me relacionar com o mundo e recalcar quem eu era. E isso me fez infeliz a vida inteira e vivo uma vida com um corpo que não é meu. A transição é muito importante, mas nem sempre se torna uma realidade para todas nós.

    É imperativo realizar a inclusão dos transsexuais na nossa sociedade para que possamos evoluir em termos de compreensão, amor, felicidade e direitos. É preciso dar um basta na intolerância, mas isso se mostra cada vez mais distante com o crescimento exponencial do fanatismo religioso e do conservadorismo retrógado. É necessário que toda a comunidade LGBT se una em prol dos nossos direitos, pois sozinhos e isolados só o que conseguimos é vencer pequenas lutas que apenas se configuram no nosso âmbito pessoal.

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