
A Corregedoria do Ministério Público do Rio Grande do Sul irá apurar uma acusação de racismo contra um promotor que teria sugerido durante audiência que um réu negro não cometeria crimes se tivesse recebido “chibatadas na infância”.
Advogada do réu, Aisllana Zogbi da Silva, pediu que a declaração do promotor constasse na ata da sessão. Ela afirmou que a fala era absurda e sugeriu ao promotor que estudasse a história do Brasil. Ela o denunciou à Corregedoria do órgão.
O réu estava sendo julgado pelo crime de homicídio qualificado e tentativa de feminicídio. Ao final da sessão, o júri considerou o homem culpado por homicídio, mas sem a qualificadora de feminicídio. Ele foi condenado a 28 anos de prisão, segundo reportagem do UOL.
O Tribunal de Justiça gaúcho informou em nota que, “de fato, foi registrada a manifestação verbal” do promotor.
A identidade do promotor não foi divulgada.
