
Leonardo Hatanaka, 37 anos, foi demitido da empresa Sanofi/Genzyme, sem justa causa, em maio de 2023. A demissão aconteceu 12 dias após solicitar a licença parental “sem gênero” de 6 meses. Ele e o marido, Lázaro Mendes, 41 anos, estavam esperando o filho Matteo, fruto de uma barriga solidária.
Leonardo era diretor sênior da unidade de negócios de oncologia e hematologia da farmacêutica em Buenos Aires, na Argentina, e trabalhava como funcionário expatriado, deslocado a pedido da empresa com a família.
Ele processou a empresa e ganhou a causa. A Justiça argentina determinou que Leonardo fosse reintegrado à empresa e recebesse todos os salários que deixou de ganhar desde a sua demissão.
Leonardo se apresentou na Sanofi no dia 29 de agosto para a sua reintegração, mas foi impedido de entrar. “Tenho uma ordem judicial desde 30 de abril de 2024 e ainda não fui recontratado. Eu me apresentei no dia 29 de agosto para a reintegração, conforme estava previsto, mas fiquei do lado de fora da rua. Eles não me deixaram entrar”, contou Leonardo para a Voz da Diversidade. A nova data marcada para a reintegração é nesta terça-feira, 3 de setembro.
Em nota enviada a Voz da Diversidade, a empresa comentou o caso:
“Na Sanofi, valorizamos a diversidade e a inclusão como princípios fundamentais de nossa cultura corporativa global e estratégia de negócios. Como demonstrado por nossas práticas e muitos exemplos internos, nos mantemos fiéis aos mais elevados padrões, não tolerando qualquer discriminação ou assédio em nossos locais de trabalho.
No Brasil, a empresa foi reconhecida externamente por seu trabalho pioneiro em várias frentes de Diversidade, Equidade & Inclusão, incluindo a implementação de várias políticas e programas, como a licença parental neutra desde 2020, que oferece até seis meses de licença para homens e mulheres, igualmente, independentemente do modelo familiar e se a criança nasceu na própria família ou foi adotada.
Em relação ao caso em questão na Argentina, embora não comentemos sobre processos judiciais em andamento, estamos certos de nossos valores globais e reafirmamos que a Sanofi cumpre todas as decisões legais, assim como neste caso.”
