No 11º episódio do Voz da Diversidade Podcast conversamos com Mellina Reis sobre os desafios e a realidade de pessoas cegas. Mel é fundadora da página “4 patas pelo mundo”, onde conta sobre suas aventuras pelo mundo com sua cão-guia Hilary.
Mel não nasceu cega. Ela foi perdendo a visão aos poucos e está dentro de um grande número de pessoas que passa pela mesma situação. Em 2050, a previsão é que 61 milhões de pessoas serão cegas, segundo a pesquisa Trends in prevalence of blindness and distance and near vision impairment over 30 years: an analysis for the Global Burden of Disease Study.
Diante desse dado de cegueira na fase adulta, Mel explica que “70% das pessoas cegas não sabem o Braille” justamente porque não nasceram cegas, por isso as empresas e o Governo precisam pensar em acessibilidade para deficientes visuais de uma forma mais ampla, não acreditando que o Braille é a única saída.
Tecnologia para deficientes visuais
Os desenvolvedores de tecnologia precisam estar atentos às pessoas cegas no momento de criarem suas plataformas e produtos. “Os editores de foto ou de vídeo, no modo geral, não são acessíveis para pessoas cegas. Acho que eles nunca imaginam que uma pessoa cega vai editar um vídeo”, afirma Mel. Segundo ela, acessibilidade para uma pessoa cega é pensar que ela precisa ter autonomia para utilizar aquela tecnologia ou para se dirigir a determinado local.
“Quando as pessoas pensarem em acessibilidade digital, precisam lembrar de colocar um leitor de tela, seguir a norma W3C, que é a de acessibilidade na web”, pontua Mel.
