
O pai da argentina Agostina Páres, ré por injúria racial no Brasil, apareceu em um vídeo reproduzindo gestos racistas.
O vídeo com as ofensas foi divulgado em diversos veículos argentinos.
Agostina saiu do Brasil nesta última semana após depositar um valor de cerca de R$ 97 mil. O valor foi pago como uma garantia de que ela vai cumprir a pena imposta no Brasil.
Ao chegar à Argentina, ela não demonstrou arrependimentos. Em entrevista concedida aos veículos locais, ela afirmou que brasileiros tratam mal os argentinos e que não diria “nada” ao garçom que ela ofendeu – no Brasil ela chegou a gravar um vídeo pedindo desculpas.
Ela também disse que no Brasil a lei é muito severa. No nosso país, o crime de injúria racial é equiparado ao de racismo, sendo imprescritível e inafiançável. A pena é de dois a cinco anos de reclusão.
Na Argentina, injúrias e atos discriminatórios isolados são proibidos e podem gerar indenizações cíveis ou multas, mas não são penas que levam à prisão imediata.
