
O modelo Adriano Lugoli foi um dos primeiros passageiros a desembarcar. Mas, na hora de receber a bagagem, afirma ter sido ignorado enquanto outras pessoas eram atendidas.
Adriano denuncia ter sido vítima de racismo e agressão durante o desembarque de um ônibus após uma viagem de Uberlândia, em Minas Gerais.
Segundo seu relato, ao perceber que um funcionário entregava as malas a outros passageiros, apesar de ele estar à frente, Adriano questionou o atendimento e disse ter se sentido discriminado.
A situação se agravou quando ele decidiu gravar a interação. Adriano afirma que o funcionário se aproximou de forma agressiva, deu um tapa em seu celular e tomou o aparelho de sua mão.
O motorista do ônibus interveio e determinou que o celular fosse devolvido.
Adriano registrou um Boletim de Ocorrência. No documento, a ocorrência foi registrada como suposta injúria discriminatória. O caso deverá ser apurado pelas autoridades, que poderão analisar as imagens e ouvir os envolvidos e eventuais testemunhas.
A Voz da Diversidade entrou em contato com a Nordeste Transportes e aguarda um posicionamento.
Sobre Adriano
O modelo já participou da Osasco Fashion Week e enfrentou uma longa trajetória até conquistar seu espaço no mundo da moda. Ele conta que enfrentou a dependência de drogas durante a adolescência e chegou a viver nas ruas. Com o apoio da família, passou por uma clínica de recuperação e, algum tempo depois, decidiu buscar uma oportunidade na carreira de modelo.
Após receber muitas respostas negativas, conquistou seu primeiro trabalho em um comercial com a participação de Ronaldo Fenômeno, em 2009. Desde então, também participou de programas de televisão como “É de Casa”, “Encontro com Fátima Bernardes”, “Eliana” e “Hora do Faro”.
