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Mais um líder religioso que pregava a “cura gay” se assumiu gay. Sérgio Viula defendeu a “cura gay” por 18 anos e após esse longo período da sua vida percebeu que nunca deixaria de sentir desejo por homens. Ele se separou da mulher com quem viveu por 14 anos e teve dois filhos, abandonou a Igreja e finalmente assumiu a homossexualidade. Atualmente, vive há 10 anos com seu companheiro André.
Há casos recorrentes como esse – e essa “mudança” não é exclusiva de líderes religiosos. Ela acontece todos os dias com pessoas que promovem discursos de ódio. Por quê? Na verdade, muitas dessas pessoas querem esconder os próprios sentimentos.
O nome disso é homofobia internalizada.
A pessoa nega de diversas maneiras os desejos e tenta de muitas formas se encaixar no padrão heteronormativo. Essas pessoas são ruins? Não necessariamente! Muitas delas só querem ser aceitas e encontram na religião e em discursos vagos formas de “se encaixarem” naquilo que as fizeram acreditar: que é errado serem quem são.
Obviamente também há pessoas que promovem discursos de ódio para ganhar status na política ou em instituições religiosas e fazem isso de maneira perversa. Se você está sendo impactado por discursos de ódio e “cura gay”, procure ajuda no lugar certo.
Converse com psicólogos especializados nesse tema, ONGs, institutos LGBTs e pessoas da comunidade.
