Em 26 de setembro deste ano, Cuba finalmente aprovou o casamento gay em um referendo nacional. Dois terços da população cubana (66%) votaram a favor da legalização. Para que a lei fosse aprovada eram necessários 50% dos votos.
Após três semanas da legalização, no dia 21 de outubro, o casal lésbico Liusba Grajales e Lisset Díaz oficializou a união. Elas estavam há sete anos juntas. “Amor é amor, do jeito que é. Sem imposição, sem preconceito. Eu não sei se devo rir ou chorar. É uma mistura de muitas emoções fortes”, afirmou Liusba Grajales ao portal de notícias AP NEWS.

Opositores em Cuba
Apesar de ainda enfrentar críticas de conservadores e algumas igrejas evangélicas em Cuba, a união gay foi aprovada depois de uma intensa campanha do governo cubano. Uma das vozes principais da campanha foi Mariela Castro, filha do ex-presidente Raúl Castro. Ela é considerada uma ativista dos direitos LGBTQIA+. Uma tentativa de incluir o casamento gay na ilha cubana já tinha sido pauta em 2019, mas não houve aprovação.
Casamento gay ainda é crime em muitos países
Apesar de comemorarmos o avanço em Cuba, muitos países ainda criminalizam a união homossexual. Dos 193 países do mundo, apenas 33 aprovaram o casamento gay. No Irã, por exemplo, ser homossexual pode ter punição de pena de morte. Em mais de 30 países, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é considerado crime.


