28 de fevereiro de 2024

57 thoughts on “Por que uma mulher “deixa” de ser lésbica?

  1. Nossa cara a minha historia, sorte que não cheguei a me casar (até porque sou jovem) , me submeter ao padrão heteronormativo. Graças a Deus que cai na real logo cedo.

  2. Oi, Amanda.

    Entao, nao sei se vc pegou um monte de historias ou a de alguem especifico, mas essa é a típica história que a gente encontra no post das mulheres maduras de 40. Eu me identifico com 80% dessa história.
    Talvez eu tenha dado sorte, em certo sentido, porque meu casamento acabou por outros motivos, o que me liberou para viver livremente minha sexualidade. Sei que nao é facil mergulhar de cara no mar de possibilidades, principalmente eliminar da sua cabeça os padroes heteronormativos. Eu ainda titubeei e fiquei um bom tempo tentando colocar timidamente meu pé nesse marzão infinito de possibilidades. Agora estou entrando no mar paulatinamente.
    Vc disse na chamada por correio “O quanto vale a pena continuar vivendo a frustração de não atender aos verdadeiros desejos?”. Eu digo “Não vale a pena”. NÃO VALE A PENA. Assim, em letras garrafais. Dificil, complicado, sei que é. Mas eu sempre falo que todas mudanças no curto prazo podem ser dolorosas, claro, vc ta mexendo em toda uma estrutura de vida. Mas depois que o turbilhao passa, a vida se encarrega de regenerar o que for preciso. O importante pra mim é ser honesta comigo mesma, é ser completa, é ser verdadeiramente eu. EU.
    Conselho que posso dar? Permitam-se. Tenham coragem. Sejam.
    Beijo grande e abraços carioca

    1. Adorei a tua resposta Nanda!
      Principalmente quando dizes que o que importa realmente é ser verdadeira com o nosso próprio Eu!
      Permitam-se. Arriisquem SIM.
      A vida é tão breve, nós não sabemos quanto tempo vamos viver.
      Vamos ser SEMPRE criticadas por alguém. SEMPRE. Seja por causa da nossa orientação sexual, seja por somos heteros, seja porque somos bi, seja porque casámos, seja porque não casámos, seja por causa de termos ou não termos filhos, seja por causa de sermos mais ou menos gordas, por causa dos bens materiais, atitudes e escolhas que tomamos. Mas, e daí?
      Quem gostar de nós gosta de nós como realmente somos e nos aceita como somos. Não são os nossos pais, amigos que vão viver a nossa vida. Nem têm o direito de dizer nada, apenas têm de respeitar.
      Há coisas que sei que tenho de resolver na minha vida, ter atitude para resolver uma situação mas quanto a ser sincera comigo própria isso eu sou e cada vez mais falo naturalmente sobre quem gosto, sobre ser bi.
      Ah! E outra coisa que tb tenho reparado é que quanto mais naturalmente falamos das coisas mais naturalmente os outros tb ouvem e aceitam. Ate porque a verdade é que se apenas falarmos e mostrarmos que não estamos a pedir qualquer aceitação os outros mais depressa se apercebem que é algo natural que estamos a falar, que não é nada de outro mundo, de extraordinário.
      Bem não sei se divaguei muito, espero ter-me explicado bem.
      Beijinho Nanda, Amanda e restantes meninas do blog.

  3. gente vivi durante 13 anos com um homem ele só me traía pois eu não gostava da coisa KKK tenho dois filhos e encontrei hoje o verdadeiro amor Cris .sou muito feliz a família aceita somente alguns mas eu falo vai ser feliz pois quem te ama de vedd te aceita agora meu filho aceita e eu sou muito felizzzz

  4. Infelizmente muitas mulheres vivem no padrão hetetonormativo. Sociedade dura e cruel. Necessário que estas guerreiras encontrem forças para romperromper com os padrões moralistas.

  5. O título do post é bem irônico, pois ninguém “deixa de ser” nada, ela só deixa de viver os próprios anseios. E casar de forma heteronormativa pra mim não parece mais algo coerente, pra quê (digo isso no MEU caso)? Vou sorri no dia, me enfeitar, usar aquele vestido imenso uma única vez, gastar um dinheiro por um único dia feliz, pra ser infeliz o resto da vida e aquilo terminar numa separação cheia de aborrecimentos, inclusive sofrimento para os filhos se vier algum, tô fora!

    1. É isso aí. Boto fé. Muito melhor se assim mesmo que não receba o apoio de ninguém da familia e ser vc msm do que se submeter a algo que vai trazer sofrimento para todos. O que percebo é que as familias em geral são extremamente egoísta, procuram manter a imagem de familia perfeita pra pessoa que não dão a minima pra elas msm que isso signifique a infelicidade dos seus filhos.

  6. Essa é a história da minha vida retratada palavra por palavra. Ainda não consegui me libertar mas as poucos estou reunindo a coragem que me falta.

  7. eu ate compreendo as situaçoes em que algumas mulhers tem passado com maridos nojentos sem o menor cuidado com osexo dito fragil

  8. O bonito na grande maioria das mulheres é que elas não se envergonham de seu lado homossexual (sendo ela bi) ou o sua total homossexualidade (sendo lesbica) e mais dia, menos dia, elas vao atrás de sua verdadeira felicidade.O mesmo já não posso dizer dos homens.A grande maioria se envergonha de seu lado homo (sendo bi) ou de sua total homossexualidade (sendo gay).Ainda outro dia ouvi um rapaz dizer que beijou uma mulher na boca, que ele não estava nada afim disso, mas o fez porque sentiu vergonha de dizer não, e muito mais de dizer que é gay.Homens bi e gays se casam com mulheres e vao levando aquela vidinha medíocre, fingindo ser o que não são, e tendo relações sexuais com outros homens as escondidas, e poucos, muito poucos deixam essa “zona de conforto” ou vidinha mais ou menos.Mulheres assumem que não gostam de sexo com eles, já eles por serem animalescamente sexuais adoram o sexo mesmo sem amar suas esposas.Homens e mulheres são realmente muito diferentes.

    1. Oi, Tarcísio, tudo bem?
      Bem interessante a questão que você levanta. Vou levantar outras para aprimorarmos esse debate.
      Será que homens e mulheres são mesmo assim tão diferentes nesse aspecto? Também conheço homens que deixaram uma vida de mentira para viver um grande amor ou simplesmente para poder sair livremente com homens.

      E, infelizmente, ainda há muitas mulheres que continuam com seus maridos, mesmo não gostando do sexo e da vida conjugal.
      Sobre a vergonha, acho que muitas mulheres ainda sentem. Quando dizem que beijaram – ou beijariam uma mulher – muitas afirmam apenas por ser um fetiche masculino.

      Para os homens, talvez seja ainda mais complicado, por conta do machismo. Desde pequenos, os homens “xingam” seus amigos de “viadinho”, “bicha” e por aí vai. Dá para entender o sentimento da vergonha que o padrão heteronormativo nos traz. Somos forçados, sem dúvida, a nos “tornarmos” heterossexuais.

      Em relação ao sexo, acredito ser muito mais fácil aos homens se satisfazerem sem ter tanta atração (opinem, homens, por favor). Já as mulheres precisam “fingir”, o que é muito mais torturante. Nesse quesito, concordo que somos muito diferentes mesmo.

      Ótima discussão, Tarcísio.
      Grande abraço!

      1. Ser homossexual numa sociedade que apregoa “ser hetero” não é fácil, mas nas relações eu colocaria que ao homem é exigido, digamos assim, penetrar sempre e, já li sobre mulheres em que a penetracao anal não seja o que elas buscam, ai é aquele conceito: ela hetero e ele homossexual aonde entende um certo “conforto” passar por hetero e sem deixar de fazer penetracao anal! Já as mulheres se elogiarem no corpo e traje, trocarem “selinho” sem a sociedade cogitar serem bi ou lésbica, presumo ter dado embasamento ao comentário do Tarcísio sobre a diferenciação em assumir-se lésbica/gay! Sobre a ponderação do homem “se adaptar” mais a fluidez, digamos assim, transitando noutros “moldais”, há um contexto, em que muitas mulheres alegando verificar a saúde do ânus, fazem check-up anual, onde minha irmã que é lésbica, disse que quando o dedo do médico toca o esfincter para a microcamera entrar e há até mulheres bissexuais que se “simpatizam” com exame, nesse caso, o médico pode encarar como exame normal ou fisiologicamente sentir ereção. Numa ocasião o médico que fui, não era urologista mas “avaliou” minha glande ao que cruzei as pernas, automaticamente e, depois descruzei as pernas! Final da consulta, sem o jaleco e ao invés de me apertar a mão, me disse, vamos falar de sexualidade e quem sabe momento “dois homens”! Fomos ao motel e transamos até intenso, para ele que me fez sexo oral e “alegou” ser a “praia dele” enquanto homem gay e que me penetrou pelo “sinal” que dei no exame. Ai mesmo não sendo consenso na existência dos chamados versáteis mas há homens feito ele que penetram até melhor que os mais experientes!

  9. Olá Amanda e demais amig@s do blog!

    Realmente para nós homens, é mais difícil assumirmos nosso lado homossexual (quando bissexuais), pois a carga de preconceitos heteronormatizadores, que impingiram em nós, por anos e anos, parece ter cristalizado tais comportamentos castradores em nós mesmos. São pensamentos que tomam conta da nossa mente, pregadores de uma moral obsoleta e ao mesmo tempo geradora de medos e sentimentos de arrependimento e até punição. A impressão que dá (pelo menos para mim), é que tais formas pensamento tomam vida própria e agem como verdadeiros juízes. Sufocando nossas vontades mais secretas e criando um limite para que elas se manifestem e não passem para o plano da ação.
    É uma batalha interna mesmo!

    1. E quando bissexual, mais desafiador! Já teve um amigo, tanto ele e eu cisgeneros, onde a principio ele pensou que talvez eu pudesse compreender a vida conjugal dele (com mulher)! Quando parou de falar e desceu minha calça e até pensativo desceu minha cueca e fui ai começando a desnudar ele que já estava com uma ereção maravilhosa! Final da transa disse-me maroto o que havia sido aquilo, aonde chegou a pensar estar com disfunção erétil e procurar um médico! E homens, especialmente maridos, não é raro, sentirem o casamento como um script: chegam do trabalho e deixam o homem profissional no lado de fora, mesmo que tenha sido um dia estressante, a ereção deveria fluir a noite! Por ele ter relaxado conversando comigo, a virilidade aflorou, até disse que quando desceu minha cueca e percebido minha ereção não teve dúvidas em me alisar as nádegas e saber que poderia me penetrar. Ai eu disse a ele: feronomio não ocorre entre gêneros diferentes mas nos “iguais” também e por saber que nos completavamos pedi o chamado momento refratário dele, sabendo que já estava ocorrendo!

  10. Nossa me vi nesta historia, namorava para calar a boca dos curiosos, mas graças a Deus não cheguei a me casar.Hoje já passei o processo de aceitação, agora estou em encantamento por uma garota a aproximação e lenta, mas ela já sacou meu interesse quem sabe um relacionamento forte e duradouro está nascendo.

  11. Sempre soube que gostava de mulheres…comecei ficando com elas e ao longo da vida me interessei por um homem..após uma desilusão amorosa…estava confusa..mas se perdi meu tempo com uma relação heterossexual, em que eu me enganava e enganava o outro, não foi culpa dele nem da sociedade..foi covardia mesmo..da minha parte…Enquanto nos mantivermos e aceitarmos viver no canto da sociedade como a maioria impõe, não seremos aceitos como somos…não aceitei minha condição e não assumi minha preferência sexual por um bom tempo e sofri com isso, além de fazer sofrer a outra pessoa…não acho que devemos agir como diferentes..temos que demonstrar nossa sexualidade naturalmente…exigir que sejamos presentes em todos os ambientes e setores..sejam eles públicos, mídia, etc…nada de guetos ou clubinhos…encontrei minha cara metade, mulher, não podia ser diferente..hoje posso dizer que sou cidadã dos meus direitos..livre..antes não era..estava enclausurada nessa redoma de preconceitos e limitações que nos impõe..mas agi a tempo..e não me restrinjo a beijá-la e demonstrar o meu amor por causa dos olhares repressivos dos outros..Porque hoje entendo plenamente que minha sexualidade é natural, espontânea, é minha identidade, meu direito de amar e ser feliz e desse direito não abro mão…quero ser respeitada como indivíduo não apreciada como um fetiche…

    1. Patricia amei seu comentário e assino embaixo, o que importa e ser feliz e amar, mais amar muito aquela que preenche nosso coração de tudo que e mais positivo pois não existe nada melhor que acordar do lado da mulher que faz nosso coração pulsar de felicidade. um grande abraço!

  12. Admin, não como pode ser mais fácil para uma homem homossexual se satisfazer tendo relação sexual com mulheres, que eu saiba ele precisa estar sexualmente excitado, se é que me entende, não quero e não vou usar expressões chulas e vulgares.Eu por mais que ache uma mulher linda, charmosa, não tenho e nem nunca tive vontade de beija-la na boca, e muito menos de ter relação sexual com ela.E isso nada tem a ver com misoginia, é apenas minha natureza.Sempre acham que o sexo para os homens é mais fácil, ate deve ser pra’queles animalescamente sexuais que se satisfazem ate com um tijolo, e esse tipo está em todas as orientações sexuais.Alem disso fica a pergunta: Se é tao fácil assim para um homem homo ter relação sexual com mulheres, então deve ser fácil para homens hetero ter relação sexual com outros homens? Não é isso que tenho visto por aí.Os homens vivem cheios de regras de comportamento também, assim como as mulheres, so que elas se rebelam e pelo menos tentam sair, já eles se acovardam e nada fazem.

    1. Tarcísio, gosto do que você diz. Essa é uma das primeiras vezes que vejo um homem se expressar dessa forma. É bom saber que para vocês o sexo não é como o “senso comum” prega. Talvez seja interessante começar a explorar mais essa sensibilidade masculina há muito tempo reprimida.
      Fico feliz em saber que para os homens também não é “fácil” o sexo em determinadas situações e que é preciso muito mais para se sentirem “completos”.

    2. Olá amig@s!

      Muito interessante as colocações do Tarcísio.
      Comigo também acontecia a mesma coisa alguns anos atrás, quando via um belo homem que me chamava a atenção. Sentia vontade de tocá-lo, e quem sabe até beijá-lo, entre outras coisas, mas achava e ainda acho, que não seria muito fácil para mim relacionar-me com outro homem. Talvez pelo meu lado hétero ser o predominante. Porém, me vem à cabeça, alguns acontecimentos de minha adolescência, na escola, no ensino fundamental, que hoje em dia, começam a fazer sentido para mim. Havia momentos que quando eu entrava no banheiro e usava o mictório, e outro menino estava do meu lado, disfarçava e ficava olhando para o pênis dele. Na época, não sabia o porquê de eu fazer isso. Mas hoje… Teve até uma vez, que um primo bem próximo queria tomar banho junto comigo e eu, por medo neguei e ainda, lá pelo início dos anos 1980, encontrei, escondida dentro da gaveta da cômoda, uma revista de nus masculinos, de minha irmã mais nova, ao qual, após folheá-la, chamou-me muito a atenção os pênis dos modelos desta.
      Porém, fui tentando bloquear tais pensamentos e curiosidades e não deixei tais experiências acontecerem comigo, por puro preconceito de minha parte, por estar até hoje com meu pensamento travados por medos e conceitos produzidos por uma educação castradora e heteronormativa até demais. Agucei ainda mais meu lado hétero e deixei meu lado homossexual bem lá, guardado em um canto.
      Não é fácil quebrar com as correntes que nos prendem e nos impedem de passarmos ao plano real, nossos mais íntimos desejos.

    3. A minha questão agora é justamente essa: o corpo não responde mais quando tento fazer sexo com mulheres. A ereção não se sustenta, embora só consiga me envolver emocionalmente com elas. Fico nas preliminares, mas quando a coisa avança o corpo para, como se não aceitasse mais. Com homens sinto prazer, mas não consigo ter envolvimento emocional. Então o que me falta em um é o que só tem no outro. Um conflito que me atormenta e me paralisa.

      1. Por isso que sempre fui cauteloso com quem me relacionei, especialmente antes de morar só! Um colega da faculdade, foi meu primeiro namorado e ele me iniciou na casa dos pais dele! Por eu não dormir sempre em casa, minha irmã lésbica chegava a ir para janela e numa ocasião perguntou porque havia a parada no carro, uma quadra antes! Eu e ele nos despediamos com demorado beijo! Em nada diferiu do namoro hetero (ele ex noivo de mulher); depois de nos tornarmos amigos comentou querer me conhecer melhor e, ai que abre espaço para surgir o amor: o zelo do namorado pelo corpo do parceiro! Quando comentei ser apertado, me disse que juntos avaliariamos nossos corpos e anatomias, para prazer reciproco como deve ser com casal!

  13. Gostaria de pedir desculpas a Amanda por estar “transformando” o blog dela, que é voltado às pessoas bissexuais, em um blog LGBTQ.

    1. Tarcisio, não precisa se desculpar por nada. Pelo contrário. Apesar do foco na bissexualidade, o blog abarca todos os assuntos da comunidade LGBTQ. Gostei de ter inserido o Q de Queer. É importante falarmos também da Teoria Queer, que justamente fala da quebra do padrão heteronormativo tratado neste post.

      Assim como é importante que blogs voltados para homossexuais também tratem da bissexualidade. Excluir assuntos de toda a comunidade seria contraditório. E é por isso que aqui falavamos sobre tudo e tudos: transexuais, assexuais, arromânticos, bissexuais, homossexuais etc. 🙂

      Grande abraço!

  14. Obrigado Amanda.E gostaria de sugerir um post sobre os drag kings, sempre ouço falar das drag queens e os drag kings? Eles não existem no Brasil, ou são tao “invisíveis” que parecem não existir? E o travesti masculino? Também so ouvimos falar nas travestis femininas.

  15. Eu tenho pena das pessoas que se deixam levar pelo o que os outros querem. Minha mãe sonha até hoje em eu achar um cara que me faça mudar de ideia, mas ela não se intromete na minha vida.
    Já disse que isso é impossível, pois querendo ou não, eu gosto de mulher e jamais esconderia a forma que sou para os outros, até gosto quando eu falo e a pessoa se afasta, pelo menos não preciso ter que aturar gente falsa por perto.
    Queria que essas pessoas pensassem como eu penso, assim não perderiam a oportunidade de serem felizes.

    1. Concordo com você! Tenho uma cunhada, que outrora, disse que o meu genital seria de quem eu viesse a namorar e deu risinho meio sarcástico! Quando meu irmão (marido dela) então com 20 anos de casado, começou a me telefonar, comentando do dia de trabalho e, soube que eu havia tido namorado, ainda disse, “interessante” vocês dois trabalhando e cursando faculdade, tinham mais conjugal que ele com a esposa! Ai eu disse o tempo a gente que faz e, o que a relação representa para ambos: obrigação ou relaxamento. Além de ser conversada em situações pontuais, como depois de formados eu percebi a acomodação dele (profissionalmente), mesmo assim, valorizei os anos nossos como namorados e,mesmo findo o namoro, aceitei os encontros nossos que ele propôs! Como ele é bissexual, no momento em que estávamos em relações fluidas comentou que estava se interessando por uma mulher, mas que eu teria sempre tempo dele disponível ai ponderei que contexto mudou, mesmo sem ter o compromisso com a Faculdade, mas ele se desdobrar em dois, como “Homem” aliado a profissão em oficina que exige do físico, também (era final de 1998), a amizade continuava, mas sem o contexto “sexual”!

  16. Não Amanda, infelizmente não conheço nenhum drag king e nem nenhum travesti masculino.E concordo com a Hevelyn, também gosto qdo as pessoas preconceituosas se afastam, não vale a pena perder tempo com pessoas assim.

    1. É nunca assimilei o check list hetero de apresentação a família, namoro ao casamento, como aconteceu com meus irmãos nas décadas de 80/90. Aos 27 anos, 1993, acabado de conhecer os pais e irmã do meu então colega de Faculdade, fiquei para dormir quarto dele e foi minha primeira transa na vida! Até depois ele agradeceu a confiança e deferência em me “relaxar” a ele e, pela primeira vez a outro homem! E o biotipo dele o que mais me “preocupava”: definido naturalmente – tórax largo, pernas grossas (felizmente sem “exageros”) – e eu pouco evoluido na entrada do anus, em relação a adolescência, em que apenas a língua do cara conseguiu passar!

  17. É possível amar homem e mulher ao mesmo tempo? ou amor é só com um e sexo com outro?
    Não pode a mulher ter os dois? Uma relação com o homem que ama e ter o sexo com a mulher de quem gosta?
    Ou não poderia amar ambos igualmente?
    É sempre excludente? Tem que escolher e ficar infeliz?

    Gostaria da opinião sincera das meninas.

    1. Qualquer maneira de amor vale a pena, como diz a canção e havendo concordância e respeito dos envolvidos, nada pode impedir.
      Temos lido diariamente situaçoes e unioes de pessoas das mais diversas formas, como por exemplo o “trisal” de Jundiai, formado por duas mulheres bissexuais e um homem; o “trisal” do Rio de Janeiro, formado por 3 mulheres e por ai vai e portanto o limite dessas combinaçoes amorosas, só pode ser limitado pelo desejo e vontade dos envolvidos.
      Muito embora eu seja lésbica e bastante feliz e mesmo estando em um relacionamento monogâmico estavel, reconheço que o poliamor é uma possibilidade e uma realidade plausivel e basta a vontade das pessoas envolvidas.

  18. Meu nome tenho 22 anos ja min envolvir com homesm, tenho um filho com 4 anos, mais sempre fui apaixonada por n mulher, mais sempre escodi de minha mae, nunca tive sorte com relaçionamemtos começo a converssa com uma mulher ela some desaparece, nao sei oque eu tenho, tour converssado com uma mulher, ela tem 38 anos casada tem dois filhos, min perguntou se eu ja tinha ficado com mulher, respondi que sim, ela disse que tem curiosidade, mais depois disse que nao tem coragem de trair seu marido, mais ficar todo dia das 9 as 2 da manha falando comigo aii so diz que minha amizade nao entendo ela min ajude, quero namora com alguem meu email e [email protected] e do face tambem, meu whatsapp e obrigado amo esse blog

  19. Aí, num dia desses, eu encontro esse blog, que me faz agora tanto necessário. Saber que não estou sozinha nesse universo paralelo me dá esperança.

  20. Eu nunca me senti atraída por uma garota, mas ela conseguiu fazer isso comigo muito fácil eu só não sei se isso tá sendo recíproco de alguma forma. Eu sei que ela já ficou com meninas. Diariamente eu me pergunto se não é coisa da minha cabeça…se eu estou viajando, mas juro que eu sou muito intuitiva e sei exatamente quando um olhar significa outra coisa. Então vamos lá pras situações.
    1º) A primeira festa que comecei a observar que podia ser algo mais, foi quando ela tava bêbada, e ela começou a me olhar diferente, ela pegava na minha mão do nada e ficava segurando…fumava o cigarro da minha mão, sei la.

    Logo depois dessa festa, inventaram que a gente tinha ficado ou que ela tinha chegado em mim hahauha e apenas rimos da história.

    2º) Outra vez a gente ficou dançando super próxima, mas sempre com esses olhares..
    3º) Esse dia foi o melhor desde que comecei a sentir essas coisas…a gente saiu e eu ja tava bebada, só que ela sobria..e a gente ia embora e eu acabei indo pra casa dela, dormi no colchão e tal. Mas ai no dia seguinte eu fiquei o dia todo com ela, saimos pra almoçar, depois viemos pra minha casa, aí sim os olhares estavam bem mais fortes, ela olhava pra minha boca enquanto conversava comigo de perto, e eu tambem fazia o mesmo. Só que nao estavamos sozinhas em casa…a gente saiu depois e eu troquei de roupa e deitei…ela olhou pra minha calcinha e quando vi que ela estava olhando, ela desviou rapidamente…

    4º) Eu fiquei com um cara e não contei pra ela, e ela acabou descobrindo..foi meio estranho a reação dela. E ele me chamou pra uma festa esses dias ai fui convidar ela pra fazer algo e ela disse: “ah agora vc me convida? vc nao vai com seu AMIGO? ja fiz planos”. E eu trouxa deixei de sair com ele pra ir com ela em outro luga rahahha

    Não sei se tudo isso é coisa da minha cabeça, tipo, será que uma amiga sem interesse nenhum me olhasse assim ou fizesse essas coisas eu ia reparar? Será que to reparando porque eu to afim dela?

    Ao mesmo tempo que isso acontece nos finais de semana, durante a semana é sempre uma tortura..eu nunca vejo ela. Ela mal fala comigo no whats, eu tambem evito de puxar muito papo pra nao me apegar ainda mais…As vezes eu sinto ela meio fria, como se eu nao tivesse importância nenhuma pra ela. Igual hoje ela veio no meu predio e nem bateu aqui em casa ou avisou que estava aqui. Chamei ela pra fazer alguma coisa e ela disse que tava em uma social..e tipo ela nem me chamou pra ir com ela…o que mostra que ela não faz tanta questão..é isso, to confusa e ao mesmo tempo uma merda estar nessa situação.

  21. Nossa, que post! Incrível saber que ele traduz quase que em totalidade a vida de muita gente. Tenho certeza que a heterossexualidade compulsória, como foi citada, tem um peso esmagador no “deixar de ser lésbica”. Entendo perfeitamente o significado ao qual o título se propõe. Ninguém deixa de ser mas de fato pode ser engolido, suprimido, devorado por todos esses padrões existentes. Não é fácil travar uma batalha contra todas essas questões. Nem sempre nos sentimos fortes pra tal e isso deve ser compreendido. Porém, mesmo nesse contexto que é e se apresenta bem adverso, a gente nunca deve deixar de lado nossa felicidade. Caramba, por mais clichê que possa soar, esse é o fato primordial. É a nossa realização, nossa satisfação, nossa vontade, nossos desejos, nossas decisões. Esse poder não cabe a ninguém além de nós mesmas. Que a gente nunca perca de vista a ideia de ser feliz! Sendo verdadeiramente nós.

    Abraços pra esse blog querido.
    Lady Red.

    1. Lady Red, é isso mesmo. Adorei sua análise. Tenho acompanhado os seus comentários é só tenho a agradecer: agregam muito.

      Apareça sempre.
      Um grande abraço!

      1. Muito obrigada, Amanda C. Na verdade, eu quem agradeço pela disponibilidade desse blog. Ele sim agrega valores e é um local rico para troca de informações. Parabéns pelo trabalho respeitoso aqui desenvolvido 🙂

        Grande abraço!
        Lady Red.

  22. Essa história reflete a vida de muitas pessoas ainda hoje. Eu tenho pesquisado um pouco sobre isso nesses últimos dias porque na minha vida aconteceu exatamente isso. Minha ex esposa se casou comigo para passar uma impressão errada para a mãe dela de que era heterossexual, mas na realidade ela nunca foi. Tentou esconder isso de mim, da família e de todo mundo. Só que depois fiquei sabendo que até os vizinhos já sabiam que ela sempre fora assim, sempre namorou mulheres, mas tentava esconder da mãe dela que era muito doente de depressão. Casamos na igreja, tudo aos padrões da sociedade, com padrinhos, vestido e tudo mais. Enfim, ficamos 4 anos casados e eu sempre a amei muito. Há 1 ano quando comecei a desconfiar e ver claramente o que estava acontecendo o nosso casamento já estava ficando insustentavel. Só o que não entendi foi o porque dela continuar negando até o fim, e não reconheceu isso de nenhuma forma. Preferiu me mandar sair de casa para viver a vida dela mas não reconheceu. Eu até fiz uma proposta de aceitar a sua condição e continuarmos juntos mas ela não aceitou de forma alguma. Talvez nunca tenha realmente me amado uma vez que sua opção sexual não era a desejada. Nunca percebi o não desejo dela por sexo comigo, apesar de que pensando bem agora, vejo que era sempre eu a procura-la. Achava normal pois eu penso que os homens estão sempre mais dispostos para ao sexo na maioria das vezes. Posso estar errado. Desculpem o desabafo mas estou tentando entender essa relação entre ser bi ou homo para compreender o que minha esposa fez comigo. Abraços

    1. Oi GGG,
      Eu entendo você, e fico sensibilizada com o amor que você tem por ela. É importante tentar entendê-la, até para você seguir a sua vida. Eu passo por uma situação mais ou menos parecida. Viver é difícil amigo…
      Se quiser conversar, [email protected].
      Um abraço.

  23. Realmente o medo do que a família vai dizer é imenso, eu até já superei um pouco a minha preocupação religiosa mas é muito difícil de me imaginar conversando com a família sobre minha opção sexual, porque eu já sei que eles são completamente contra.Não ter com quem conversar sobre o assunto é muito ruim também.

  24. Então . . a sorte da vida ter permitido me relacionar com as mulheres que conheci, fez com que me afeiçoasse de uma vez por todas pelo universo feminino.
    Devo o melhor do meu estilo masculino muito mais as lições apreendidas no convívio com as meninas do que com meus congêneres ogros.
    Com elas os assuntos são mais variados, não se esgotando em futebol, carros e sacanagem.
    Meus pares mais toscos não deixam de zoar minha conduta, um perigoso indicador de uma masculinidade titubeante.
    Mas eu não ligo e sigo no meu aprendizado civilizado com as mulheres, afastando-me cada vez mais do modelo brucutu.
    Continuo buscando oportunidades de ser gentil com elas.
    Não virei gay de carteirinha como alguns acham, posto que é a sexualidade que nos escolhe, não o contrário.
    Procuro, pois, fugir a ditadura dos gêneros a minha maneira.
    Muitos já me viram apreciando a bunda de uma mulher, mas isso não chega a empanar minha elegância, que aprendi convivendo com elas.
    Já escutei: longe de’u desencorajar quem quer que seja a viver suas paixões por mais improváveis que sejam.
    Também me deram parabéns por ser ambicioso no meu objetivo.
    O gênero da pessoa que eu amo diz respeito apenas a mim e isso não representa defeito ou virtude, doença, desvio ou falta de caráter.
    Pessoas que amam de forma diferente do estabelecido, vão muito além de lésbicas e gays.
    São todos que fogem da convenção.
    O que passa pela cabeça de quem se acha detentor do direito de torcer o nariz para o meu objeto de desejo?
    De qual lugar obscuro vem a ideia de que a felicidade tem cor, tamanho ou forma definida e qualquer coisa diferente disso deve ser rechaçada?
    De onde vem esse conceito torto de igualdade que condena quem ama diferente?
    E deixem Deus fora disso.
    Ele tem coisas mais importantes para se preocupar, do que com o fato de eu amar quem amo.
    – Uma lésbica.
    Bjs.

  25. Namorei uma garota por 3 anos, éramos muito felizes ( apesar de alguns desentendimentos) quando começamos a namorar ela era bem novinha, agora que ela está com 17 anos, ficou com um rapaz em uma festa e disse que estava toda confusa. Em uma das nossas últimas comversas ela disse que não queria mais nada comigo porque eu etá mulher e que ela não queria mais isso para a vida dela, no meio disso tudo entra também a questão religiosa e de família (ela diz não querer decepcionar a mãe ). Ela diz não sentir mais nada por mim, apesar do término ter sido muito recente, disse que deixou de gostar do nada. Aí fica a pergunta na minha cabeça, será que ela está numa fase de confusão mesmo, ou de fato isso foi uma fase dela e que ela se descobriu hetero. São tantas coisas que não dá pra entender.

  26. O toque de outra mulher é fantastico, e melhor, elas pensam e agem como nós mesmas. Alem da pele macia, conseguem entender todas as nossa neuras. E o sexo é fantastico…..Depois que experimentei, saí do armário..Nao quero mais voltar….beijos a todas. Ricarda Carolina

  27. Namorei uma linda e experiente mulher um pouco mais velha que eu…me apaixonei perdidamente e agora estou apenas com casos esporadicos. Mas futuramente quero retornar um relacionamento mais profundo e constante com a mulher assim que achar a mulher certa.

  28. Tenho 31 anos é sempre namorei homens, me apaixono e começo um relacionamento, porém com o primeiro o sexo deixava a desejar, não tinha prazer. Nunca tive algo com mulher, porém sinto o desejo. Até então nunca tinha me apaixonado por mulher, mas agora ando suspirando por uma colega. Achava que não era bi, pq só me apaixonava por homens. To num impasse, como que chego nela, como que faço pra manter, ela é comprometida e eu tambem. Tô lascaadaa.

  29. Oi, Yarra! Acho que a maior questão é vocês serem comprometidas, além de que você não mencionou se sua colega é bi ou tem algum interesse por mulheres. Na minha opinião, o mais importante é manter o respeito pelo parceiro e pelo compromisso que se tem. Se quer viver algo novo, melhor por um fim na relação. Se aventurar nisso pode fazer da sua vida um caos. Melhor não procurar sofrimento para você nem para os outros.

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