18 de abril de 2024

26 thoughts on “Homem com vagina questiona o que é o masculino

  1. Parabéns mais uma vez, Amanda querida!

    Mais uma vez nos surpreendendo com um interessantíssimo post, como esse, que trata a respeito dos chamados trans homens, que na maioria das vezes são colocados de lado, até mesmo nas mídias virtuais. Ao que parece, a sociedade está mais acostumada com mulheres trans. E o questionamento desse rapaz, quanto a masculinidade e o que esta construção representa no contexto social em que vivemos, torna-se muito pertinente pelo fato de ser capaz de gerar ainda mais e mais perguntas, que não terão respostas imediatas, mas reflexões que irão mudando ou se complementando com o decorrer dos discursos gerados pelos mais variados pontos de vista. Sejam eles positivos ou não, para a causa LGBT.
    Um questionamento que me faço e compartilho aqui com vocês, relaciona-se a um outro post do blog, que trata da questão dos rótulos. Eu fico pensando e ao mesmo tempo fazendo uma auto análise. O fato de eu sentir, também, atração por transexuais femininos ou mulheres trans, não me remete igualmente ao rótulo classificatório de bissexual? Pois meu interesse em tais relacionamento é o fato do pênis e de ser passivo na relação com tal pessoa. Sendo que isso pode ser até mesmo um subterfúgio de minha parte e também, quem sabe, da parte de outros homens e até mulheres, referindo-me agora ao personagem do texto, e no caso de mulheres que procuram homens trans para ter relação. Pois, devido a a internalização de anos e anos de preconceitos, incutidos em nós pela família, sociedade, instituições de ensino…, ainda muit@s bissexuais encontram certa resistência em relacionar-se com o seu igual, pelo simples fato de ele ser igual. Mas, no meu caso, sendo uma mulher trans e não operada, parece ser mais aceitável em minha mente e nas prisões mentais do preconceito em mim, ter uma relação não só sexual genital e comigo também sendo passivo, mas até mesmo amorosa.
    A discussão parece ser muito confusa, mas porém, eu a acho necessária, até mesmo para desmistificarmos vários pontos que não só nos geram dúvidas, mas que na maioria das vezes, nos causam até angústia.
    Daria até outro posto né Amanda?

    Abração a tod@s!!!

    1. Eduardo, obrigada mais uma vez por sua participação sempre pertinente.
      Sobre o seu questionamento, faço uma pergunta: você se atrai pelo conjunto da transmulher que mantém um pênis? Gosta de ver um corpo feminino aliado ao órgão masculino?
      E em relação a um homem cis [o homem que não é trans]? Você se sente atraído pelo corpo masculino com um pênis e tenta bloquear esse desejo?

      Sem dúvida, dá outro post. Vou pensar em algo aqui para desenvolver, Eduardo.
      Grande abraço!

    2. Bom dia Eduardo

      Um homem que se relaciona com uma mulher trans é heterossexual, já que pelo nome já diz: MULHER trans, gênero feminino. Você seria bissexual se se interessasse pelos dois gêneros.
      Nem pênis e nem vagina definem orientação sexual. Um homem que se interessa por uma mulher trans nunca vai deixar de ser hétero por se relacionar com ela, mesmo ela tendo pênis. Se fosse por isso porque ele não procuraria um homem? Acredito que uma pessoa que deixa evidente que gosta de transgênero (com caracteres femininos) com certeza não vai atrás de uma trans apenas pelo seu pênis. E sim, existem aqueles caras que não conseguem assumir sua atração pelo sexo masculino e recorrem as trans.

  2. Obrigado Amanda!

    Os comentários, e que não só os meus, com bastante pertinência e muito bem elaborados, se dão não só pel@s frequentador@s do blog serem pessoas de grande inteligência e sensibilidade, mas principalmente pelas provocações que você é capaz de fazer com seus textos Amanda, sempre com a coragem e profundidade de trabalhar neles, temas tão complexos, que envolvem corpo, gênero e sexualidade. Que por incrível que pareça, ainda continuam tabus em pleno século 21.
    Mas vamos aos seus questionamento a mim:

    1- Você se atrai pelo conjunto da transmulher que mantém um pênis? Gosta de ver um corpo feminino aliado ao órgão masculino?

    Olha Amanda, eu creio ser pelo conjunto da transmulher, e também por saber que ao mesmo tempo que é uma menina, também é, ou já foi, um menino. Mas claro, que o pênis chama um pouco a atenção no conjunto, principalmente por poder ser feito sexo oral nele e também ser penetrado e ejacular igual a mim, embora uma boa parte das transmulheres sejam quase sempre mais femininas que as próprias mulheres cis.

    2- E em relação a um homem cis [o homem que não é trans]? Você se sente atraído pelo corpo masculino com um pênis e tenta bloquear esse desejo?

    Sim, já me senti muito atraído por homens cis. Principalmente os bem malhados e com rosto suave, bonito, delicado (não necessariamente sendo afeminados). Essa atração era bem mais forte no passado, quando ainda não assumia, nem para mim mesmo, esse meu outro lado. E é claro, tentava bloquear, em minha mente, de tudo que era jeito. Forçava meu lado hétero a toda hora. Visualmente então (olhar muito mulheres cis, não só pessoalmente, mas também na mídia, quer estivessem vestidas ou não, em atos eróticos ou não). Quando passava um homem cis bonito do meu lado, eu ficava louco de vontade para olhar, mas não cedia, ou se cedia, tentava colocar na minha cabeça, que era só para comparar meu corpo com o dele, como se fosse um processo interno de narcisismo. Porém, era uma luta inglória, pois cada vez que fazia isso, mais o meu lado homo se acentuava, mais os meus desejos homoeróticos afloravam, tanto que já tive até vontade de tocar ou beijar amig@s, quando estávamos em grupo batente papo, mas sempre lutei contra esses desejos e nunca cedi (acreditem ou não, na época não entendia o que era isso que acontecia comigo). Outro fato que ocorria comigo, era o de ter ereção, quando via, através de filmes e revistas erótic@s/pornôs, o pênis de outros homens em ereção (uma vez eu li que isso era normal em todos os homens). Também sentia e ainda sinto, uma certa vontade de penetrar outro homem. Outro fator que me chama a atenção em homens cis, é a delicadeza, a feminilidade que muitos podem ter em seus traços fisionômicos. Adoro ver homens que possuem uma certa feminilidade em seus traços e um olhar envolvente.
    Hoje em dia, depois que me assumi, principalmente para mim mesmo, meu lado hétero parece estar mais forte.

    Acho que é isso.

    Beijão!!!

  3. Só para complementar minha minha explanação anterior Amanda.

    Também me atraio muito pelo relacionamento lésbico, não da maneira machista que os filmes erótico/pornôs, tentam apresentar, como se duas mulheres em uma relação sexual, servissem apenas de objetos de desejos para homens héteros, em um ménage. Não, nada disso. Embora eu fique bastante excitado em ver duas mulheres não só fazendo sexo mas também tendo uma relação romântica, Em minha mente, tal imagem funciona como se fosse uma espécie de catarse, de meu lado homo. É algo estranho de explicar, mas na beleza e suavidade da relação não só erótica mas também emocional entre duas mulheres, vejo a mim mesmo, exercendo meu lado emocional e homoerótico com outro homem. Estranho isso né? Mas em minha cabeça faz o maior sentido.
    É difícil colocar em palavras nossos pensamentos, sentimentos e por ai vai.

    Valeu pessoal!

    Beijão!!!

  4. Ser trans vai tao mais alem do que apenas ter um sexo masculino ou femenino, é algo q vem de dentro, é uma força maior, do que aquela que se apresenta na frente de um espelho.
    Eu tenho 27 anos de idade, sempre soube, mas por questoes de ignorancia,de medo, de aceitação eu simplesmente me “habituei”, eu condenei-me a ficar restrito ao ser lesbica, pq era o mais parecido ao que eu sentia.
    Eu sabia q era diferente, eu via isso pelos meus atos, eu sabia q pela minha maneira de ser, pelo meu “eu”, q o meu corpo n era meu.
    Quando me re-eduquei, quando me redescobri, quando eu me libertei, eu pude sentir-me completo.
    Pretendo fazer algumas cirurgias, fazer TH, mas assim como o Buck, tenho receios quanto a outro tipo de cirurgias, ás quais vou querer ter informação.
    e vou ser menos homem???? claro q nao, sexo so define nossos corpos, nunca nossa mente =)

  5. A sociedade brasileira precisa saber que estão surgindo seres humanos novos e diferentes, que devem ser respeitados como seres humanos.O grande problema é que ainda temos uma sociedade conservadora e retrógrada, que atrapalha a vida dessas pessoas. Se as leis fossem regidas por pessoas com consciência do que é o movimento LGBT, anti-racismo, anti-capacitismo, etc., a vida seria muito mais fácil aqui.

  6. O que me fez começar a sentir atração por mulheres trans foi a feminilidade.
    Lembro que estava assistindo filmes pornô, até que vi um de uma mulher linda, loira, maravilhosa, fiquei encantado com ela, até que vi que ela tinha um pênis! Peguei um susto. Fechei a janela e esqueci disso por uns meses, até que ma bateu a curiosidade de ver de novo e gostei da coisa, desde aí, já saí com duas meninas trans, mas confesso que a demora em gostar de pênis existiu. Sim, gosto de pênis e assim como já li naquele blog, SAPATÔMICA, gosto de pênis sim, mas isso vai depender da pessoa que o tem! 😉
    Homens não deviam temer sua heterossexualidade por se interessarem por mulheres trans.
    Abraços

  7. Tenho 53 anos. Coloquei prótese nos seios em 2008. Fiz a SRS (mudança de sexo) em 2009, com o Dr. Suporn (considerado o número 1 do Mundo). Aí pensei: “pronto, já fiz o que queria, ter a frente lisinha (nunca quis ter vagina) e tenho os seios que sempre quis. Voltei da Tailândia usando roupas masculinas e assim fiquei por 2 (dois) anos. Aí algo na cabeça me fez querer mais (fiz eletrólise no rosto) e melhorei o nariz. Mas sempre me chamavam de senhor ou de nada. Um dia, não se sabe o porquê até hoje, começaram a me chamar de senhora (em Março de 2013) sem estar com vestimentas femininas (usava só short masculino, tênis masculino e grande – tenho 1.84 e 69 quilos), uma camisa pólo masculina e um boné na cabeça. Não entendi nada até hoje e costumam me chamar de senhora sempre que uso a mesma vestimenta acima (então, a uso nos últimos 3 anos, mais ou menos). Como não tenho bumbum feminino, não tenho cabelo, não tenho quadril e meu rosto é impossível de ser mudado (só poderia mudar o queixo), todas as pessoas que conhecia há 15 anos sabem quem sou eu… Enfim, não entendo nada e não consigo avançar em coisa alguma como mulher. Pensei em tirar os seios e ser um “homem” com vagina (adoro nadar – nadei durante 30 anos em competições nacionais e internacionais -, fazer sauna, entrar em cachoeiras, correr…). E os seios atrapalham, junto com ter de usar bonés para que não vejam minha alopécia aerata. De costas sou homem, e de frente sou androgênica. E aí nada sei o que fazer para ser feliz. Jamais tive contato (nem beijo no rosto) com homens nem com mulheres (sou assexuada, automutiladora e suicida). Sou a “excluída e famigerada” Transexual Primária, CID F 64.2. Meu nome foi trocado pela Justiça e o sexo também, em Outubro de 2013, graças a uma clínica psiquiátrica em Brasília que me deixou na Ala Feminina mas me chamava de Erich em tudo. Então sou mulher na Justiça, homem em 70% do corpo (quando estou nua) e nada consegui.

    1. Desculpe mas fiquei meio perdida… vc nasceu homem ou mulher? Deu nó aqui! Mas independente de gênero, acho que podemos ser o que queremos, temos ou deveríamos ter o direito de fazer experiencias sem sermos julgadas pela sociedade hipócrita , sem culpa! Não tenho conhecimento o bastante da assexualidade , mas tente não se fechar para os contatos, permita-se a abraços beijos no rosto e na boca e… se fluir desejo faça ,sexo sem importar se é homem ou mulher. Temos na maioria das vezes uma preferência sim (eu: lésbica, feminina sou e prefiro me relacionar com) mas não precisamos seguir regras… no amor não ha regras!

      1. Nasci com aquilo que os homens nascem, mas me sentia constrangida em ter aquela coisa em mim a vida toda e sempre escondia para que ninguém visse aquilo ao fazer os exames de praxe na UnB (para utilização da piscina e pólo aquático). A cabeça é feminina mas atualizada pela lógica dos cursos que fiz (economia e psicologia, além de filosofia e matemática); ou seja, não sou fissurada em bolsas (gosto mas só tenho uma), moda o tempo todo. Amo UD (utilidades domésticas), mas amo SOM com minhas caixas JBL que o próprio Eric Clapton utiliza na casa dele (afora receivers da década de 70 com potência imensa, rock-blues bem pesado e muito bass). Como tive de conviver com homens tentando ser um deles por 45 anos (até meus 6 anos eu achava que eu fosse menina), procurei utilizar os melhores dos 2 (dois) “mundos” com mais racionalidade e praticidade. Acho que jamais uma mulher teria interessse em mim, quanto mais homens. Tenho o corpo misturado: vagina, peitos (são muito elogiados pelas médicas), pouco cabelo (genético das avós, bisavós e mãe; os homens da família tem muito cabelo), mas tenho perucas se a ocasião for formal, bumbum masculino (mais curtinho e mais pontudo), quadril mais masculino, rosto unissex… Sou sempre chamada de senhora ou moça e não acreditam que tenha quase 54 anos de idade porque corro, ando muitíssimo rápido, penso muito rápido (QI de 195, memória fotográfica, olfativa, gustativa, auditiva), tenho 1,84 e 69 quilos (mas faço coisas que grande parte das pessoas de 35 anos não faz). Sou bem ágil ao andar e fazer as coisas. Como já disse antes, sou uma coisa qualquer que não há estudos a respeito (sei inglês desde que nasci, francês desde meus 8 anos e um pouco de alemão e latim). Me aposentei em 2014 do Senado Federal, onde assinava por 5 setores e dirigia 350 pessoas. Falo de igual para igual com homens e não tenho e jamais tive medo deles (sei a respeito do meu potencial, afora a altura: natação (campeonatos nacionais durante 30 anos), tênis durante 20 anos (e fui um dos 10 melhores do Brasil em todos os esportes que pratiquei), junto com basquete (enterrava bolas parada debaixo da cesta), pólo aquático, corrida (fui convidada pelo professor Sueco para correr em Eugene, estado do Oregon, U.S.A. com o Joaquim Cruz, na época). Mas eu corria a toa para depois jogar basquete, nadar e jogar pólo aquático. Se treinasse sério atletismo eu poderia ter sido um dos melhores do mundo, facilmente. Mas estava fazendo Economia na UnB e depois Psicologia (não tinha muita simpatia em deixar o Brasil e o Senado Federal, na época). Quanto à minha assexualidade é porque não sou nem homem nem mulher. As pessoas (os Psiquiatras, infelizmente) me perguntam: mas porque nunca se relacionou com homens? Ora, se os homens me vissem como mulher, me teria relacionado. Mas os homens me viam como homem e ainda tinham medo do meu físico, então sempre houve (e sempre há e haverá) um grande respeito entre nós (mas sexo, jamais). E mulher jamais teria interesse em alguém com as costas masculinas que tenho e a frente feminina. Se bem que sei fazer massagens fantásticas em duas amigas minhas há alguns anos (sei os lugares nas costas, nos ombros, no pescoço, nas pernas…). Enfim, sou um caso atrapalhado e que não requer a mínima discussão por parte de Psiquiatras ou de Psicólogos com Pós-Doutorado (aliás, tenho até Psiquiatra com Ph.D. em Harvard que não tem qualquer interesse em se aperfeiçoar conversando comigo). É isso. Obrigada Luisa2015 por falar algo e perguntar algumas coisas. Você é inteligente, pois teve interesse em se aprofundar em seus conhecimentos. Por exemplo: sou Socióloga, Antropóloga, Historiadora e Arqueóloga (fiz vários cursos nessas áreas e leio tudo a respeito dos assuntos). Também conheço profundamente pedras preciosas, materiais, cristais, rochas… (lido com isso desde 1996, amadoramente). Amo astronomia, física quântica, livros do Lima Barreto, Raul Pompéia (na época havia acento no hiato ao lado). Conheço profundamente a língua portuguesa (gramática, redação, infinitivos pessoais, concordâncias verbais e nominais) e a língua inglesa. Francês, nem tanto porque estou “enferrujada”, mas entendo e leio bem. Luisa2015, continue perguntando e pesquisando o que não entender direito e guarde seus conhecimentos em sua memória (memória é prática, tem-se de praticá-la em vez de usar a memória dos celulares e dos computadores). Obrigadíssima a você e parabéns.

    2. Olá! Gabbi…

      A questão não é ser homem ou mulher é ser você…Ter sua personalidade definida no seu amago….Quem você projeta para os outros não esta definido, pois nem você está….

      Você faz atividades que lhe dam prazer, pra que colocou seios e investiu horrores se não esta se habituando com eles?

      Pelo que entendi você tenta ser uma garota , mas o pouco de você que a faz feliz não consegue se manifestar em um corpo feminino….

      Caso queira permanecer em um corpo feminino terá que se habituar com pequenas características do nosso corpo e isso leva um pouco de tempo, pois você ainda não se definil como pessoa…..

      Exemplo, tem muita mulher que consegue fazer tarefas bem masculinas, elas tem essa característica desde muito novas, tem sua personalidade definida…

      Gostam de correr, jogar futebol, andar de bicicleta, concertar as coisas em casa, e gostam horrores de homens….suas atividades não definem seus interesses nos relacionamentos afetivos…

      Já eu por exemplo, tentei fazer todas as atividades esportivas, e as fiz, entretanto eu vivia toda quebrada, machucada, eu realmente queria estar no meio dos garotos, mas literalmente não nasci para os esportes, só desisti quando vi que não estava sendo eu, queria me encaixar naquele grupo de garotos, mas só ganhava cicatrizes, e na boa não queria marcar meu corpo tava ficando estranho….sempre amei dançar, roupas, falar, mexer no meu cabelo, sei lá coisas mais relacionadas com a aparência e atividades a 2…. Dai comecei a fazer coisas que eu amava. Que me tornavam alegre….hoje sou uma mulher bem mais linda do que quando namorava garotos….sou mega menininha, sou apenas eu e doce….só que não gosto tanto assim de meninos, prefiro as garotas…..

      1. Oi meu no e Rosana eu entrei neste grupo, para mim entender melhor o que está passando com neste momento da minha vida eu vou contar para vcs , não sou bissexual sou uma vítima de um. Sou casada a deseceis anos eu me sentia uma mulher feliz e realizada. A seis anos atrás eu comecei a desconfiar que o meu marido estava me traindo com outra mulher que tinha alguma coisa de errado com ele. Tivemos uma discussão como todo os casais enfim a quatro mês atrás eu pequei várias coisas que comprova que o meu marido é bissexual eu sinto que ele não sente mais prazer comigo. Eu estou passando para vcs a minha dor como mãe e esposa o meu mundo acabou. Se fosse uma mulher eu lutaria pelo o meu marido, mais é um homem a minha lu e perdida. Eu estou tomando antidepressivo os meus filho estão depressivo. Eu pesso que vcs me ajude a entender por que isto acontece. Eu não tenho nenhum preconceito, mas que vcs decidam a sexualidade, antes de construir uma família ou avisem a sua companheira o que vcs são eu estou sofrendo de mais. Por favor não faça isto com sua companheira e com os seus filhos e uma dor que não tem remédio que cure eu estou totalmente debilitada. Pense no que vcs vão faser. Me desculpem se eu não entendo

    3. Olá Gabi,

      Sou o João Pedro seu afilhado, tenho procurado nos últimos meses uma forma de entrar em contato com você mas não tenho conseguido sucesso. Espero que você veja esse comentário e entre em contato. Sinto muito sua falta e gostaria de voltar a falar com você.

      Abraços

      Jojo

  8. Lendo alguns posts acima, tenho de esclarecer algumas coisas aos internautas.
    Mulher não tem pênis. Quem tem pênis é homem ou travesti (corpo feminino usando hormônios mas tendo pênis).
    Outra coisa: mens sana in corpore sano (frase latina que significa: mente sã em corpo são). Ou seja, sua mente só está bem se o seu corpo estiver bem e vice-versa. Tem de haver homeostase entre corpo e mente (equilíbrio). Sem equilíbrio, só haverá depressão e a pessoa pode recorrer ao álcool e/ou às drogas. Então, tem-se de conseguir equilibrar mente e corpo ou corpo com a mente. Li que já estão criando algo como o Bigênero. Nâo sei se eu poderia ser Bigênero, já que os hormônios, com a idade que tenho (53 anos), jamais conseguiram melhorar meu corpo em coisa alguma. Minha mente é diferente do meu corpo e vice-versa. Fracassei. Meu maior incômodo era ter pênis e não ter seios. Agora os tenho, mas o resto não tenho. Uma travesti é bem mais mulher do que eu em termos de corpo, mas não é mulher por ter pênis. O homem já nasce com pênis e não gostaria de ficar sem ele, mas também não o acha (o pênis) o “centro”, o cerne do Universo em sua vida (simplesmente nasceu com ele). E se ele se sente atraído por uma mulher, a mulher precisa ter certos prazeres que serão atendidos pelo pênis. Mas não de tudo, por isto é que a Lésbica prefere ter sexo com mulheres. Os homens não fazem “todo o serviço” que algumas mulheres gostariam que fossem feitos nela. Há homens que não gostam de fazer o boquete invertido na mulher (1 em cada 3 ou 4 homens sentem nojo). Outros homens não gostam de fazer o que se vê em canais adultos da NET quando há mulheres fazendo coisas com mulheres. Há mulheres que acham que só com mulheres poderiam atingir verdadeiramente seus pontos de maior prazer. Aí falta o diálogo com seu parceiro homem e explicar o que ela gostaria, de verdade que ele fizesse. Sem diálogo não há como ser feliz. Defendo a verdade e a explicação entre os homens e as mulheres (o que cada um quer que o outro faça). O bissexualismo, segundo os pesquisadores (e após 20, 30, 40 anos de acompanhamento desse modo de ser), não existe. É unicamente um experimento para que a pessoa tente ter o prazer que está necessitando. Com o tempo, a pessoa ou se interessará unicamente por homens ou somente por mulheres (é só uma questão de tempo para que isso ocorra). Ser gay ou lésbica acaba até sendo tão normal quanto ser heterossexual. O problema é que o que é raro ser visto nas ruas, nos restaurantes, nos bares é um casal homossexual (por isto há um repúdio, uma censura velada ou não velada em relação a isto tudo). O que é raro é considerado esquisito, estranho e abominado por grande parte das pessoas do Mundo. Outra coisa que “desagrada” aos ditos “normais heterossexuais” é que alguns casais, diferente dos casais homossexuais, se “excedem”. Ou seja, podem reparar que casais heterossexuais não ficam se beijando o tempo todo nem dando a mão um para o (ou à outra) o tempo todo. Tanta demonstração pública acaba deixando alguns heterossexuais (ou mesmo grande parte dos enrustidos) com raiva, muita raiva dos homossexuais. Se o comportamento de ambos fossem em igual nível, sem tanta ansiedade, a Sociedade iria se acostumar e achar normal (sem aspas) haver casais homossexuais. Também o maior ERRO colocado pelas pessoas sem conhecimento (ignorantes) é falar que você escolheu ser transexual, travesti, lésbica, gay etc. Ninguém escolhe coisa alguma. Você não escolhe ser discriminada, não escolhe sofrer bullying, não escolhe ser banida e sofrer com tudo isto. Nâo é uma OPÇÃO. Escolher é OPTAR. E você não opta nem escolhe. A coisa já está em você e você é o que é e normalmente nem sabe o porquê. Mas NÃO HÁ OPÇÃO SEXUAL ALGUMA em ser bissexual, travesti, transexual, gay ou lésbica (ou até bigênero). Você não opta, você não escolhe. Você apenas tenta ser feliz, ver se será mais feliz de um jeito ou de algum outro jeito. Infelizmente, casais heterossexuais e pessoas que não tem namorado ou namorada tem tanta inveja em ver você FELIZ que fica com Raiva, discrimina, tem pavor (pavor de si mesmo ou de si mesma em não ter coragem em ser Feliz TENTANDO algo de diferente e ser feliz). Há pessoas que nunca conseguem um namoro e quando veem, mesmo casais heterossexuais, ficam tristes, irritadas. Enfim, tentem ser felizes, tentem não irritar os enrustidos e os que não tem marido ou namorado(a) mas se mostrem em público tipicamente normal (sem grandes revelações) e talvez em alguns anos tudo (que hoje seja diferente ou estranho por ser raro) se torne bem normal e tranquilo na Sociedade). Nunca apoiei o tal do Orgulho Gay porque levanta ódio, recalque e ciúmes nas pessoas que estão “dentro do armário”, pessoas que tem medo de que sejam gay, lésbicas, bi ou trans ou que achem ser hetero e que na verdade não são hetero. Conclusão: sejam felizes mas com calma sem ansiedade expressa. Procurem o “Caminho da Felicidade”.

  9. Olá amig@s!

    Excelentes as suas contribuições Gabriela Nemer Ribeiro!
    Inclusive muitas de suas colocações levaram-me a ter uma identificação imediata. Principalmente quando você fala no “mal estar” que muitas pessoas sentem quando veem um casal homoafetivo, quer seja andando em espaços públicos de mãos dadas, quer seja trocando afetos. Ou até mesmo pelo fato da própria coragem de não se esconder dentro de um armário escuro, cheio de falsidades, ou seja, sendo el@s mesm@s. Eu, quando me dei de conta dessa minha orientação ou condição, entrei em um estado de desespero tamanho, que a primeira coisa que fiz, além de desejar até mesmo a morte, foi partir para a agressão, não física, mas simbólica, vou chamar assim, contra as pessoas da comunidade LGBT. Tanto que comecei a falar mal cada vez mais de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, trans…, pinchei os banheiros da universidade, do pavilhão onde estudava, com a seguinte frase: MORTE AOS HOMOSSEXUAIS!!! Enfim, lancei mão de tudo isso, como uma espécie de descarga emocional de negação dessa minha identidade ou orientação. Tentava reforçar cada vez mais meu lado heterossexual, quer fosse por meio da mídia (revistas de nu feminino, filme eróticos hétero…), quer fosse por investir cada vez mais forte nas relações com mulheres. Alguns me disseram que era apenas uma fase, algo que não passei em minha infância ou adolescência (alguns terapeutas falavam nas fases oral, anal e genital que todos passam nos primeiros anos de vida, e que tem a ver com nosso amadurecimento e equilíbrio sexual) e para essa fase passar e reequilibrar-se, eu deveria tentar instigar cada vez mais meu desejo por mulheres. Porém, quanto mais eu fazia isso, mais o outro lado (homossexual) vinha à tona e provocava uma verdadeira batalha em minha psique, com meu lado heterossexual, na tentativa de ocupação de espaço. Quando passava um belo homem do meu lado (esses conceitos de beleza tanto masculina quanto feminina, para mim é um tanto subjetivo, tem a ver com conceitos que construimos para nós mesmos, no decorrer de nossas vidas), fazia de tudo para não olhar, não admirar,…não desejar. Porém, uma força parecia me impelir a virar meu pescoço e fixar meu olhar neles. Além de começar a sentir um certo arrepio na espinha, uma certa movimentação, no países baixos rsrsrs…, vamos chamar assim. Com o tempo, quando fui diminuindo minha ansiedade e discuti isso com um terapeuta, de forma mais séria e equilibrada, fui percebendo que meu lado hétero começou a aflorar, novamente, com mais força que meu lado homo, até deixar o outro um pouco de lado. Hoje em dia, depois de ter me aceitado como bissexual, as coisas estão bem melhores e mais equilibradas em mim. Com relação ao que alguns pesquisadores falam, de que a bissexualidade não existe, que não passa de uma fase de experimentação, eu não concordo, pois em graus maiores ou menores, o desejo bissexual sempre existe, para quem é realmente bi (eu mesmo já passei dos quarenta anos, e daqui a pouco os cinquenta estão me abraçando. Será que será apenas uma experimentação até o final???). Existem épocas em que nossa heterossexualidade aflora mais e outras, que é nossa homossexualidade, que passa a nos visitar mais. Portanto, não é uma fase, como dizem alguns “pesquisadores”, é uma orientação sexual e legítima, tanto quanto hétero, homo, trans e por ai vai. E quanto as pessoas que se sentem incomodadas com relação aos LGBT’s, creio ser necessário elas começarem a fazer uma auto análise, para tentarem perceber o porquê da orientação sexual d@ outr@, a estar incomodando, ou até mesmo as tentando partir para a violência, mesmo que essa seja apenas velada. Garanto que irão surpreenderem-se consigo mesmas.
    Para finalizar, deixo a frase que achei de suma importância e bastante oportuna, d@ amig@ Gabriela Nemer Ribeiro, que no diz: “…sejam felizes mas com calma sem ansiedade expressa. Procurem o “Caminho da Felicidade”. E para complementar, não há só um caminho, ou caminhos, pois até mesmo um único caminho possuí vários desvios, várias saídas, mas que sempre peguemos esses atalhos com sabedoria, respeito e muito amor no coração!

    Beijos e abraços nos corações de tod@s!!!

  10. Um outro fato, só para complementar o meu texto acima e que acredito que já foi colocado até pela Amanda, é de que negar que a bissexualidade existe e que é uma orientação sexual tão verdadeira e tão legitima como todas as outras, é ao mesmo tempo negar também toda a nossa História não só sexual, mas também afetiva, comportamental e de auto conhecimento, com todos os seus altos e baixos, de suma importância para o conhecimento não só de nós mesm@s, mas do meio que nos cerca e nos produz como sujeitos que interpelam e são interpelad@s.
    Outro fato, é o de pensar na bissexualidade como sendo apenas um sentimento, uma atração binária (homem x mulher/homem x homem – mulher x homem/ mulher/mulher). Creio que o conceito de bissexualidade deveria ser mais amplo e incluir igualmente as pessoas trans, se é que já não estão incluídas. Os horizontes devem ser mais ampliados.

    Valeu!!!

    Abração!!!

  11. Olá amigas e amigos. Ainda outro dia li em um site LGBT, onde não comento, apenas leio os comentários, uma mulher transexual dizendo que “todo bissexual não deixa de ser homossexual.Que bissexualidade não é orientação sexual, é apenas pratica.Que toda pessoa que se diz bissexual é, homo ou hetero dependendo da vida em que esteja vivendo”.E houve ate um bissexual que concordou com ela. Eu ate me senti tentado a entrar na discussão, mas preferi ficar quiento.Por que motivo é tao difícil para as pessoas, ate mesmo dentre os LGBT, aceitarem que existem sim, pessoas que são bissexuais? Parece que eu que sou homo fico mais “incomodado” com isso do que os próprios bissexuais (rs).

    1. Boa discussão, Tarcísio. É complicado quando as pessoas querem nos colocar em uma caixa ou na outra, não é? Por isso os rótulos às vezes mais atrapalham que ajudam. O difícil de entender é que as mesmas pessoas que exigem respeito não respeitam – ou não querem entender verdadeiramente como o outro se sente.

    2. Entra a questão machista do estereótipo. Trabalhei no setor em que um colega ao passar para a sala dele, me cumprimentava bem cortês, falava com as colegas da sala dele, sobre assuntos de política, roupa, viagem, estilo dondoca. Mesmo assim, chamava atenção delas, quando ele saia mais tarde, comigo! Ai sempre uma delas revezava entre elas para ficar um tempo comigo e com ele, por último! Quando finalmente a sós, mesmo eu e ele cisgenero com traços viris (eu até peludo e voz grossa, mais que ele) sempre ele que buscava me penetrar e até gemia ao sentir eu bem acolhedor na penetracao, sem precisar de tanta preliminar! Corpos sadios, duas erecoes, mas sem qualquer dilema sobre papeis na transa!

  12. Olá, ditar-me-ei de Anônimo, pois não sou assumido, e quero ressaltar uma conclusão minha, nada contra a ideia de Buck Angel, mas desenvolvi uma ideia diferente sobre o masculino e feminino, não creio que estes tenham alguma relação com o sexo da pessoa em si, mas concordo sobre uma pessoa masculina possuir características masculinas e etc, enquanto uma pessoa feminina possuir estas femininas. O que quero dizer é que (por favor terminem de ler meu comentário, para não chegarem a conclusões errôneas sobre mim) se uma pessoa é feminina, ela é mais delicada, mais, talvez, frágil e mais sensível, enquanto uma masculina é o oposto, mas eu NÃO acho que, uma pessoa sendo masculina ela será um homem, ou uma pessoa feminina será uma mulher. Eu, por exemplo, sou homem (tá bom, garoto) mas sou extremamente feminino, acho, aliás, que, caso esta característica seja mesmo masculina, o meu único ponto masculino é gostar de videogames. Sou contras expressões que, ao invés de usar esses dois termos, usam os termos homem e mulher, tais como “Seja homem!” ou “Deixa de ser mulherzinha!”. Sou contra e as condeno, primeiro, deveria-se trocar os temos “homem” e “mulher” por “másculo” e “feminino”, de acordo com minhas palavras anteriores, segundo, uma pessoa não precisa ser máscula ou feminina ou nenhuma das duas por ordens de outra pessoa, ela pode e deve ser o que quiser, digo deve que, literalmente, é melhor para ela ser quem ela é do que fingir ser outra pessoa. Outra conclusão que tenho, se me permitirem, é que não devia existir os termos “heterossexual”, “homossexual” e/ou “bissexual”, acho que até “sexualidade” deveria ser apagada, pois nós não somos algo rotulável, somos infinitos, pois podemos ser qualquer coisa que quisermos e fazer qualquer coisa que fizermos, tanto é que é impossível, olhando um bebê, descobrir em o que ele trabalhará e o que gostará, e uma pessoa pode ter relações sexuais com pessoas de mesmo sexo, de outros sexos ou transsexuais e a lista é longa. Não se eu vi neste site ou em outro, mas nós, seres humanos não somos rotuláveis, por isso eu tenho umas ideias radicais que várias vezes repenso elas, mas que seriam estas:

    – Não existir adjetivos, pois não somos rotuláveis, outros termos que poderíamos utilizar seriam, por exemplo, ao invés de “Essa pessoa é feliz.” dizer “Esta pessoa apresenta felicidade.” (eu não sou muito fã dessa ideia, podem discordar dela se assim desejarem).

    – Não existir termos como homem, mulher, branco, negro, homossexual, heterossexual, rico, pobre, alto, baixo, gordo, desnutrido e etc. Pois para mim há dois jeitos de ver a humanidade, o primeiro é que se todos somos iguais, logo não há grupos como os acima citados, pois todos somos iguais então classificar será apenas perda de tempo. O segundo, melhor, por mim, desenvolvido, é que todos somos diferentes, não há uma pessoa igual, logo também não dá para nos separar em grupos, pois ninguém se encaixa no mesmo perfil. Antes de qualquer coisa, neste parágrafo não expressei ideias contra os meios sociais ou outras interações sociais e etc, só afirmei que nos dividirmos em classes, raças, gêneros e etc só nos fará uma espécie menos unida do que já é.

    Beijos a todos e por favor, não me julguem.

    Post Scriptum (ou P.S.) :Não reli o texto pela hora em que o escrevi, pois já deveria estar dormindo, logo quaisquers erros ou enrolações e outras coisas que fariam um professor de português abaixar minha nota em redação (digo isso por falta de termos para tais erros gramaticais) peço para que não me considerem um lesado ou ignorante, boa-noite a todos, ou melhor, já está na hora do “Boa madrugada”.

    1. Acabo de ver que os efeitos de sonolência, ou mesmo só o fato de não ter corrigido o texto, foram bastantes para me dar o ar de ignorante ou de alguma forma, incompreensível.

  13. Só para esclarecer alguns pontos: o bissexualismo existe até um certo momento da vida da pessoa. Com o passar dos anos, a pessoa vai se decidindo e passa a ser heterossexual ou homossexual (não mais os dois). O cérebro seleciona, escolhe o que mais tem a ver com você.
    No meu caso, como sou virgem, não sei o que fazer, além de querer, algum dia em 2020 ou 2021 experimentar homens. Se não der certo, aí talvez tente mulheres.
    Quanto a um comentário, a meu respeito, devo dizer que amei e amo ter seios. Quando falei em tirá-los, foi um exemplo de como meu corpo não se apresenta feminino, ainda, mesmo depois de 8 anos após descobrir o que sou. A vagina foi a melhor coisa que aconteceu comigo, junto com os seios. Não preciso de coisa alguma para ter orgasmo (coisa que não tive a vida toda), basta fantasiar e aí ponho um vibrador em cima do clitóris (não há penetração) e pronto. Explicação: os homens são 70 a 80% físico e 20 a 30% fantasia; com as mulheres é o inverso. Como dizia um psiquiatra com Ph.D., o Dr. Bushong, “que me desculpem os politicamente corretos, mas o homem que é homem, ainda mais quando jovem, consegue fazer sexo com animais, vegetais e até minerais”. Ou seja, é algo que as mulheres não tem: essa capacidade toda. Agradeço às pessoas que gostaram de algumas coisas que escrevi. Muito obrigada.

  14. Uau. O Inside Out sabe português, mesmo. Escreveu em 21-1 “foram bastantes”. Bastante pode e deve ser escrito no plural, no sentido de suficientes. Caramba, se eu não fosse eu, juraria que ele sou eu. O Inside Out tem um português castiço como o meu (falo e escrevo do mesmo jeito). Jamais soube de alguém que escrevesse como eu. Parabéns ao Inside Out. Por causa da sonolência houve, realmente, alguns errinhos de vírgula, plural em vez de singular e frases muito longas (quando longas, dificultam um entendimento de parte das pessoas; elas se perdem; às vezes, até o autor se perde). No mais acho que o Inside Out deveria vir mais Out do que Inside. O ser humano só vai perder o medo de ser o que gostaria de ser, o que gostaria de fazer já perto da velhice? Antes de morrer? Ei, a vida passa; e rápido. Conheço pessoas que perderam o marido, ficaram se achando feias, idosas e não quiseram procurar outro companheiro com medo (medo da sociedade achar isso ou aquilo dela, medo dos filhos acharem isso ou aquilo, medo, enfim, de viver). E a vida foi passando, passando… e aí realmente ficaram feias e idosas. Também não é para se jogar na vida, no trem da vida, mas tem de haver homeostase (equilíbrio) entre a vida, a velhice e a morte. Eu, por exemplo, faço planos quinquenais (agora não há mais trema e o significado é “a cada cinco anos”). Sou Economista e me formei com o Tombini (mesma turma da UnB). Penso de forma a fazer planos de médio e longo prazos. Projeto as coisas para o futuro, mas tento realizá-los o mais breve possível. Ao fazer assim, não me cobro e não tenho ansiedade. Espero que as pessoas que aqui estão lendo tirem algum proveito. Passei a vida pensando, fazendo cálculos, estimando e, principalmente, observando as pessoas. Analiso muito o comportamento delas para estimar o que irá acontecer em 1, 2, 5, 10 anos.

  15. Sabe o que mais me impressiona em relação às pessoas do tipo transexuais? A mulher, ao tomar hormônios masculinos fica bem homem, mesmo. A aparência é bem masculina, sem qualquer dúvida. Já o homem, ao tomar hormônios femininos (já sabia e é a grande verdade: nada acontece) e mesmo fazendo várias cirurgias não fica parecendo mulher (até que se parece mas sempre há dúvidas: será que é, mesmo?). Mas em um ponto há algo em comum. O homem para mulher (MtF) consegue ter uma vagina funcional e bonita (se fizer com os 3 melhores cirurgiões do Mundo; não é mais caro do que fazer no Brasil), mas um corpo ainda meio masculino e sempre irá ter problemas com o cabelo. Já a Mulher para Homem (FtM) consegue facilmente ter um corpo bem masculino somente com hormônios e tirando os seios, mas não conseguirá ter um pênis como o de um homem qualquer. Acho isso incrível. As únicas transexuais que conseguem ter um corpo bem feminino precisam ter menos de 25 anos de idade, preferencialmente 12, 13 até 17 anos, mais ou menos. Já as transexuais que querem ter um corpo masculino podem ter a idade que quiserem ter (não há limite de idade). Vi algumas fotos de mulheres que mudaram para homens e fiquei impressionadíssima. E mais impressionada ao ver as fotos delas de antes, como mulheres (eram muito bonitas e bem femininas no corpo). A vida é muitíssimo complicada, mesmo. Querer não é poder. E quem pode não quer. Haja paciência. Quanto ao bissexualismo, há um paralelo em relação ao transexualismo, pois há uma transferência de identidade e de corpo, às vezes negando ou sendo negado. No meu caso, gosto das meninas (talvez pela identidade, meiguice, conivência, carinho, sei lá) e penso em ter (na verdade, fantasio) algum dia uma relação com algum homem (só se ele for cego e sem que ele me toque) para ver como seria o sexo (sou virgem, então não sei). Vejo alguns canais adultos na NET e fico a fantasiar, mas jamais teria o corpo de qualquer uma delas ou mesmo das mais “cheinhas” que vejo em fotos de praia ou piscina (pessoas normais tomando sol em praias ou clubes). Passei uns 5 anos de minha vida recente querendo trocar de corpo e idade com a Hebe Camargo. Preferiria ser ela se ela topasse ser a coisa que sou, mesmo eu ficando com mais de 80 anos de idade. Minha mãe já tem 80 anos e tem um corpo 10 vezes melhor do que o meu. Não a toa muitas pessoas que fizeram mudança de sexo acabam se arrependendo e retornando à condição anterior (em termos de roupas, cabelo e corpo; mas sem ter o pênis ou algo que seja o ele era antes da cirurgia). Mas sempre ocorre o arrependimento do homem que quer ser mulher. Jamais o inverso. Entre as razões, afora o que já expus acima, há o status. Infelizmente, o status. O homem tem um status bem mais elevado na sociedade mundial do que qualquer mulher importante que seja. Qualquer homem, mesmo sendo um imbecil, analfa de pai e mãe tem mais status do que qualquer mulher com QI de 195, falando 4 idiomas e escrevendo em 3, com curso superior, tendo dirigido 350 pessoas e assinado por 5 setores… Sim, é esta a grande verdade: status. Eu tinha um status muitíssimo elevado, conversando com Ministros, Procuradores, Promotores, Senadores… Hoje, só consigo conversar com os porteiros do meu prédio. Não que os porteiros não sejam gente boa, mas perdi tudo o que tinha antes, ser ouvida sempre e jamais ser interrompida em minhas colocações. Jamais me interrompiam em minhas exposições. Hoje até um débil mental de síndico se acha no direito de pedir que eu “fique quieta” enquanto ele fala abobrinha. Não me arrependi de ter feito cirurgia e me livrado do maior mal que eu tinha em minha vida (o pênis). Me arrependo de ter mudado meu nome. Não sei se a Justiça, que é cega, realmente (pois aceitou minha mudança de nome e de sexo sem nem me ver pessoamente), aceitaria, hoje, voltar o meu nome anterior e manter somente o sexo sendo feminino (pois é a verdade, não é?). Acho que os documentos iriam ficar “doidos” se aceitassem isto. Ainda estou capitulando, mas hei de encontrar uma solução para o meu imbróglio. Conheci, na Tailândia, cerca de 35 pessoas transexuais que mantem relacionamentos com homens e também com mulheres (e todas eram transexuais homens para mulheres). Há uma configuração Bissexual evidente em nossas mentes, talvez mais como uma experimentação e com o tempo, após anos e anos, um “cansaço” corporal e mental, sei lá, uma acomodação, uma “estabilização” e uma consequente escolha? Acho que o que realmente ocorre é que tem de haver uma ligação do tipo amizade com alguém, uma ligação bem mais profunda (amor) do que somente o sexo. Conheci uma transexual britânica que já tinha 65 anos mais não queria fazer a cirurgia sexual por causa da esposa. Ela, a esposa, sempre foi muito legal e por amor “ele” não queria causar um rompimento com sua esposa. Em troca do carinho e compreensão, “ele” a deixava sexualmente satisfeita (claro, há um custo ao fazer isso, mas o amor valia a pena). E saibam vocês o seguinte: isto acima se chama Felicidade. Sim, na felicidade você jamais será feliz 100%, ou mesmo 70%. A felicidade é algo acima de 50%. Se você está começando a se sentir feliz com algo ou com alguém, não deixe que isto escape. A felicidade é tênue, efêmera. E só se percebe-se feliz quando ela (a felicidade) se esvai, acaba, vai embora. E demora-se a perceber sua fugacidade. Não sei se sou mais prolixa ao falar ou ao escrever. Desculpem-me.

  16. Bom vou resumir,gosto de meninas,mais na verdade eu queria ser menino de verdade. Eu não quero me vestir de menino,cortar o cabelo e viver assim.Infelizmente isso não vai me fazer um menino.Além dos meus pais não me aceitarem,eu teria vergonha de me vestir assim,sendo que sou menina.E na rua as pessoas iam se perguntar: Será que é menina ou menino? confesso que iria me encomodar as pessoas me olhando,tentando descobrir o que sou.
    Fora as piadinhas que iriam me falar: Hoje eu acordei que  nem você…sem saco nenhum! eu não souberia lhe dar com as piadinhas.
    Por isso eu queria ser um homem de verdade com pênis e tudo que homem tem.
    Como eu disse,se eu cortar meu cabelo curto,me vestir masculinizada ,porém com um orgão feminino não iria me fazer um homem de verdade. Mais eu tbm não quero mudar o que Deus me fez,seria a mesma coisa que se eu estivesse contra ele.E um dia eu iria pagar por isso.Então eu resolvi me aceitar desse jeito menina mesmo,não sou muito vaidosa,mais a feminilidade continua.E hoje em dia até pra namorar uma garota eu prefiro que ela tbm seja feminina.Essa é minha história.tchau

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